Dilma descarta medidas para controlar fluxo de capitais
A presidenta Dilma Rousseff afastou ontem a hipótese de adotar medidas para controlar o fluxo de capitais. Segundo ela, quaisquer medidas que tentem conter as transações financeiras podem ser inúteis, porque há algumas operações que são "incontroláveis", como as que envolvem alguns tipos de derivativos. Para a presidenta, as operações do mercado financeiro devem ser apenas supervisionadas. Não acho que [medidas de controle] resolvem o problema do fluxo de capitais", disse a presidenta, na Bélgica, minutos antes de embarcar para a Bulgária. Dilma disse ainda que, ao sugerir que o Brasil pode ajudar os europeus na superação da crise econômica, não quis apresentar uma solução pronta, mas apenas indicar a disposição dos brasileiros de prestar solidariedade em um momento de grave crise econômica internacional. De acordo com ela, é preciso ter cuidado para não parecer que certas posições sejam interpretadas como soberba. Da Bélgica, Dilma seguiu para a Bulgária. Ela chegou ontem à Sofia. Será a primeira visita da presidenta ao país onde nasceu o pai dela, Pedro Rousssef. O momento mais esperado da viagem será a visita, hoje de manhã, à cidade natal de Pedro Rousseff, Gabrovo. A visita de Dilma à Bulgária está sendo tratada como um evento único e histórico pelos moradores de Gabrovo. Há encontros marcados com parentes da presidenta, homenagens, exposições de arte e um almoço com comidas típicas. Também estão agendados compromissos políticos, pois o governo brasileiro quer ampliar as relações econômcias e comerciais com a Bulgária.