A presidente Dilma Rousseff condenou, ontem, a intervenção em outros países, ao defender a reforma do conselho de segurança das Nações Unidas. No almoço com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, Dilma disse que o conselho deve refletir a nova relação de forças no mundo para representar "os interesses da humanidade". Creio que há base suficiente para uma iniciativa sobre a reforma que contemple a expansão dos assentos permanentes e não-permanentes. Aliás, os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há porque optar entre conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é mais fixa e complexa. Cada uma dessas situações depende de tratamento específico atento às verdadeiras raízes dos problemas e à busca de soluções duradouras que respeitem a soberania nacional, promovam as liberdades civis, os direitos humanos em todos os países da região, sem seletividade, afirmou a presidente. Wulff disse que Brasil e Alemanha só conseguirão um assento permanente no conselho de segurança quando resolverem a disputa com México e Itália, respectivamente. A proposta de reforma do conselho prevê mais seis novos membros permanentes: um da América Latina, dois da África, dois da Ásia e um da Europa. Temos que criar uma ordem mundial onde nós nos sintamos bem. E quero prestar minha contribuição para essa nova ordem mundial. O Brasil combina democracia e economia com ecologia e o combate à pobreza. Essas contribuições são indispensáveis, disse Wulff.