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BRASIL
Sábado, 23 de Junho de 2012, 13h:20

Dilma comandou desde quinta uma reação dos países latino-americanos contra a deposição de Lugo

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil – Assunção
O presidente recém-empossado do Paraguai, Federico Franco, quer evitar o desconforto com os países vizinhos, principalmente o Brasil e o Uruguai. Determinado a desfazer o mal-estar causado pela destituição do então presidente Fernando Lugo, Franco pretende procurar nos próximos dias a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica. Um dos receios de Franco é o eventual rompimento da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) com o Paraguai. Franco também se preocupa com a questão energética, uma vez que a Usina Itaipu Binacional é fundamental para o abastecimento de energia para o Paraguai e a economia do país. Segundo assessores, o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández, vai procurar o chanceler brasileiro, Antonio Patriota. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse anteontem que a impressão inicial que o governo brasileiro tinha era que havia ocorrido um golpe de Estado no Paraguai, pois o processo “foge do senso de procedimento geral de Justiça". O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ter ficado impressionado com a rapidez do processo envolvendo Lugo. Segundo ele, foi um “processo incompatível com as regras do contraditório e da ampla defesa”. Até ontem à noite, os chanceleres da Unasul estavam em Assunção conversando com as autoridades paraguaias. PANE O avião da presidente Dilma Rousseff sofreu uma pane na noite de sexta-feira logo após decolar do Rio de Janeiro e foi obrigado a retornar ao aeroporto do Galeão, informou a assessoria da Presidência. Dilma seguiu para Brasília no avião reserva da Presidência, o Embraer 190 e chegou por volta das 0h30 na Capital Federal. Tanto o Planalto quanto fontes da Aeronáutica informaram que a pane ocorreu no sistema de pressurização do Airbus presidencial, mas foi consertado ainda durante o voo, que decolou às 22h do Rio. Por precaução, o comandante decidiu retornar ao Galeão. Após uma parada de cerca de 20 minutos, a presidente seguiu para Brasília na segunda aeronave. O Airbus, inspecionado durante a noite, já retornou a Brasília.Dilma estava no Rio para participar da conferência sobre desenvolvimento sustentável, a Rio+20.

Edição EDIÇÃO 16967




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