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BRASIL
Quarta-feira, 22 de Dezembro de 2010, 19h:42

MINISTÉRIOS

Dilma anuncia mais 2 e fecha sua equipe

Caberão 17 ministérios ao PT, quase a metade da Esplanada. O partido também controlará os ministérios mais importantes, como Fazenda, Casa Civil e Planejamento

ANDREA JUBÉ VIANNA
Da Agência Estado - Brasília
A presidente eleita Dilma Rousselff confirmou ontem de manhã, por meio de nota oficial, as indicações do deputado Afonso Florence (PT-BA) para assumir o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da deputada reeleita Iriny Lopes (PT-ES) para a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres Um mês após o anúncio dos integrantes da equipe econômica e às vésperas do Natal, a presidente eleita, Dilma Rousseff, concluiu a formação de seu ministério. Nesse período, Dilma optou pela discrição: os futuros ministros foram anunciados por meio de notas oficiais, divulgadas pela equipe de transição. Foram confeccionadas oito notas para anunciar os 37 ministros. Os primeiros nomes confirmados foram a petista Miriam Belchior no Ministério do Planejamento, Alexandre Tombini na presidência do Banco Central (BC) e a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Os três foram os únicos a concederem entrevista coletiva após confirmados no futuro governo. Caberão 17 ministérios ao PT, quase a metade da Esplanada. O partido também controlará os ministérios mais importantes, como Fazenda, Casa Civil e Planejamento. A legenda também controlará os dois maiores orçamentos livres, da Educação e Saúde. O maior orçamento obrigatório é o da Previdência Social, pasta confiada ao PMDB. Coube ao PMDB, do vice-presidente eleito Michel Temer, o controle de seis pastas. Mas a sigla perdeu ministérios de peso, como Integração Nacional e Comunicação Social. O PSB conseguiu duas pastas, embora pleiteasse três. Os demais aliados - PC do B, PR, PP e PDT - ficaram com um ministério cada um. Por fim, Dilma cumpriu a promessa de ampliar a participação de mulheres na Esplanada. Ela triplicou o número de ministras: eram três, agora são nove. FLORENCE Natural de Salvador, Florence tem 60 anos e elegeu-se deputado federal em outubro. Ele foi secretário de Desenvolvimento Urbano no governo do petista Jaques Wagner. A escolha de Florence representa uma vitória da corrente de esquerda do PT, Democracia Socialista (DS), que havia se rebelado contra a indicação de Maria Lúcia Falcón (PT) para a pasta. Ela tinha o apoio dos governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), e de Sergipe, Marcelo Déda (PT). Aos 54 anos, Iriny Lopes reelegeu-se em outubro para o seu terceiro mandato na Câmara dos Deputados. Membro da Executiva Nacional do PT, ela foi presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), em 2005, e integrou o Conselho de Ética. Ela foi relatora do processo que culminou na cassação do ex-deputado André Luiz, do Rio de Janeiro, flagrado num diálogo em que tentava extorquir R$ 4 milhões do empresário de jogos Carlos Cachoeira. HILLARY A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, encabeçará a delegação norte-americana presente à posse de Dilma Rousseff no cargo de presidente do Brasil, anunciou a Casa Branca, por meio de nota, ontem. Na cerimônia, Hillary estará acompanhada do embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Thomas Shannon, e do conselheiro especial do presidente Barack Obama em temas de Hemisfério Ocidental, Dan Restrepo. Em sua página na internet, o Departamento de Estado dos EUA qualifica o Brasil como um parceiro essencial no Continente Americano e no mundo e informa que, após a posse de Dilma, Washington pretende aprofundar o relacionamento com Brasília nos âmbitos bilateral, regional e global. A posse de Dilma está marcada para 1º de janeiro.

Edição EDIÇÃO 16967




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