BRASIL
Segunda-feira, 04 de Abril de 2011, 20h:41
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MENSALÃO
Deputado rebate acusações de nega seu envolvimento
IOLANDO LOURENÇO
Da Agência Brasil Brasília
O deputado Vicentinho (PT-SP) usou ontem a tribuna da Câmara para se defender das acusações de envolvimento com o chamado esquema do mensalão (pagamento de propina a parlamentares para votar a favor do governo). Vicentinho, citado como beneficiário do esquema pela imprensa neste final de semana, disse estar surpreso com a notícia e nega qualquer envolvimento seu com o mensalão. O parlamentar afirmou que nunca teve qualquer tipo de transação com Nélio José Batista. Durante as investigações, a Polícia Federal constatou que Nélio recebe, em 2004, R$ 17 mil de uma agência que faz a campanha de Vicentinho à prefeitura de São Bernardo do Campo (SP). Consta que Nélio alegou à PF que trabalhou na agência para a campanha do candidato. Hoje sou surpreendido com essa matéria, sete anos depois. O deputado diz que Nélio nunca foi seu assessor e que nunca trabalhou para ele. A não ser que ele tenha sido uma espécie de eminência parda da agência e que nunca se mostrou. Considero um erro grave a Polícia Federal ter ouvido o sr. Nélio e, em nenhum momento, durante sete anos, ter procurado a mim ou à minha assessoria para nos ouvir, pondo em riso a nossa história de vida de forma irresponsável. O petista disse, em nota à imprensa, que em 2003 procurou o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para pedir apoio à sua candidatura a prefeito. Em 2004, acrescentou, Delúbio mandou uma agência de propaganda para fazer a sua campanha e também a do candidato do PT em Osasco (SP). Ele disse que só depois soube que a agência pertencia a Marcos Valério. PÁGINA VIRADA O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse ontem que o governo não tem nada a ver com as novas denúncias sobre o chamado esquema do mensalão, divulgadas pela imprensa no final de semana. O governo espera o julgamento técnico, como será feito pelo Supremo Tribunal Federal e não agitação política, porque esse é um assunto que já foi muito investigado e está sendo julgado pelo STF. Esse assunto é página virada em termos de debates aqui na Câmara, disse Vaccarezza. Segundo ele, as novas denúncias não trazem nenhum fato novo. Não tem nenhuma denúncia nova. O líder disse que o que tem de novo é dizer que é um relatório da Polícia federal, que tem mais de um ano e uma investigação sobre empresas do Marcos Valério, inclusive envolvendo contrato com a Petrobras de 1999. O líder disse que o governo está interessado é na aprovação de matérias importantes esta semana, como a Medida Provisória (MP) 511, que autoriza a União a garantir empréstimo de até R$ 20 bilhões, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao consórcio vencedor da licitação para construir o Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala. Vaccarezza afirmou que não haverá concessões para mudar a MP para sua aprovação.