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BRASIL
Terça-feira, 16 de Março de 2010, 20h:13

GLAUCO

Depoimento de assassino durou mais de três horas

Terminou ontem, por volta das 18 horas, o depoimento de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, o estudante que confessou ter matado o cartunista Glauco Vilas Boas e seu filho, Raoni, na Polícia Federal (PF) de Foz de Iguaçú. Segundo a PF, o interrogatório - que começou por volta de 15 horas - foi conduzido pelo delegado Archimides Cassão Veras Júnior, do Setor de Investigações Gerais da Delegacia Seccional de Osasco (SIG). Ainda nesta noite, o delegado concede entrevista coletiva para falar sobre o caso. O assassino confesso foi preso no Paraná no último domingo, quando tentava fugir para o Paraguai em um carro roubado. A lista de crimes que o estudante teria cometido cresce. Nunes deve responder por duplo homicídio (assassinato de Glauco e Raoni), tentativa de homicídio e agressão, ocorridos na madrugada de sexta-feira. Pelos crimes cometidos no domingo, ele acumularia acusações de roubo de carro, tentativa de homicídio, resistência à prisão, porte ilegal de arma e porte de drogas. A transferência do preso para São Paulo depende de uma decisão da Justiça Federal do Paraná, que informa que o pedido ainda não foi feito. A Polícia de São Paulo também pretende indiciar o rapaz que dirigiu o carro usado por Nunes. O estudante de Publicidade Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos, deve ser acusado de favorecimento pessoal ou de coautoria do crime, ocorrido na madrugada de sexta-feira, em Osasco, na Grande São Paulo. O indiciamento, de acordo com o delegado da SIG de Osasco, depende do depoimento de Nunes. O CASO Glauco e Raoni foram mortos a tiros na casa do cartunista, em Osasco (Grande São Paulo), na madrugada da última sexta-feira. Segundo as testemunhas, o suspeito chegou ao local e rendeu, primeiro, a enteada de Glauco, que mora em uma casa no mesmo terreno. Cadu era conhecido da família por já ter frequentado a igreja Céu de Maria, que segue os princípios do Santo Daime e foi fundada por Glauco. Segundo o relato das testemunhas, Cadu estava transtornado e delirava. Ele estava armado com uma pistola automática e uma faca. Glauco tentou negociar com Nunes e chegou a ser agredido. De acordo com Veras Júnior, Glauco não reagiu. No meio da discussão, porém, Raoni chegou ao local de carro. Em seguida, Cadu atirou contra pai e filho, mas os motivos ainda não foram esclarecidos. Os dois chegaram a ser atendidos no hospital, mas não resistiram e morreram.

Edição EDIÇÃO 16962




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