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BRASIL
Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012, 21h:12

CACHOEIRA

Depoentes ficam calados na CPMI

IVAN RICHARD
Da Agência Brasil – Brasília
O ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, Jayme Rincón, e o ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça do estado, Aredes Correia Pires, optaram por ficar em silêncio perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira e foram dispensados. Os dois, apontados pela Polícia Federal como integrantes da organização criminosa chefiada pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira - acusado de liderar esquema de jogos ilegais, - compareceram à CPMI acompanhados de advogados e com habeas corpus expedidos pelo Supremo Tribunal Federal que lhes garantiam o direito constitucional de permanecer calados para não criar prova contra si mesmo. De acordo com o rito adotado pela comissão, o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), dispensou os dois. MUDANÇA Diante do silêncio da maioria dos convocados para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, vários parlamentares propuseram ontem a mudança no rito adotado pelo colegiado de dispensar quem comparece munido de habeas corpus e decidido a exercer o direito constitucional de ficar calado. Após votação, o presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), adotou o rito de dispensar os depoentes que apresentam habeas corpus e se recusam a falar. Contudo, alguns membros acreditam que a comissão deveria interrogar essas pessoas antes de dispensá-las. “É preciso questionar os depoentes. Se eles não querem se defender, cabe a eles decidir. A nós, integrantes da CPMI, cabe questionar”, defendeu o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR). “É preciso que, pelo menos o relator, faça os seus questionamentos”, acrescentou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). Ontem, os dois convocados para depor, o ex-tesoureiro da campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo, e presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, e o ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Justiça de Goiás Aredes Correia Pires ficaram em silêncio e foram dispensados. O presidente da CPMI admitiu que o procedimento não agrada, mas ponderou que ele continuará sendo adotado até que a maioria dos membros vote pela mudança.

Edição EDIÇÃO 16961




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