Representantes dos delegados da Polícia Federal divulgaram nota ontem reprovando a iniciativa de outros integrantes da categoria que preparam uma paralisação às vésperas do segundo turno das eleições. Contrários a uma medida provisória que beneficia delegados da PF, representantes de peritos, agentes, escrivães e papiloscopistas federais prometem fazer paralisações a partir amanhã. Para a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) e a Fenadepol (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) o movimento é "injustificável" "inoportuno com finalidade nitidamente eleitoreira". "Não gostaríamos de fazer essas paralisações na última semana antes da eleição, mas o governo não nos deu outra opção ao editar essa medida", afirma Carlos Antônio, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais. Editada na semana passada pela presidente Dilma Rousseff, o texto determina três mudanças já em vigor para a carreira de delegados e gerou tensão dentro da PF. Representantes de outras carreiras na polícia dizem que a medida concedeu prerrogativas e vantagens somente aos delegados, em detrimento dos demais policiais.