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BRASIL
Quinta-feira, 05 de Junho de 2014, 19h:45

JUSTIÇA/PIZZOLATO

Decisão sobre extradição fica para outubro

A razão do adiamento foi a falta de informações sobre presídios brasileiros que poderiam receber Henrique Pizzolato. O petista continua preso

GRACILIANA ROCHA
Da Folhapress – Bolonha (Itália)
A Corte de Apelação de Bolonha adiou para outubro a decisão sobre a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. A razão do adiamento, segundo o advogado de Pizzolato, Alessandro Sivelli, foi a falta de informações sobre presídios brasileiros que poderiam receber Pizzolato. O petista continua preso. Pizzolato está preso desde fevereiro na penitenciária de Sant'Anna, em Módena, no norte da Itália. Ele chegou à corte em um furgão da polícia, que tinha os vidros cobertos por cortinas, por volta das 14h20 (9h20 horário de Brasília). Vestindo uma camisa xadrez azul, o ex-diretor do BB foi levado à sala onde ocorreu a audiência. Condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, Pizzolato foi o único condenado no julgamento do mensalão a fugir do Brasil. A defesa de Pizzolato tem enfatizado fortemente a situação dos direitos humanos no Brasil para evitar a extradição. Representantes da Procuradoria-Geral da República, da Advocacia-Geral da União e do Ministério da Justiça do Brasil estavam na audiência. CRIMES - Corrupção passiva, peculato (desvio de dinheiro público) e lavagem de dinheiro. PENA - 12 anos e 7 meses de prisão em regime fechado, mais uma multa de R$ 1,3 milhão. O QUE ELE FEZ - Em 2003 e 2004, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil autorizou o repasse de R$ 73,8 milhões que a instituição tinha no fundo Visanet para a DNA, agência de publicidade do empresário Marcos Valério que tinha contrato com o BB e foi usada para distribuir dinheiro a políticos. Pizzolato recebeu R$ 336 mil do esquema O QUE ELE DISSE - Pizzolato afirmou durante o julgamento que o dinheiro que recebeu era destinado ao PT e foi entregue a um emissário do partido. Ele se queixou do fato de que outros executivos do banco autorizaram repasses de recursos do Visanet e não foram processados. Ele nega que o dinheiro tenha sido desviado para o mensalão.

Edição EDIÇÃO 16962




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