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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 20 de Março de 2010, 12h:53

PRESIDÊNCIA

Crescimento de Dilma não assusta, diz Serra

A oficialização da candidatura de Serra à presidência deve acontecer no dia 10 de abril

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), falou sexta-feira, abertamente, pela primeira vez, sobre sua candidatura à Presidência da República e disse que o crescimento da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Planalto, nas pesquisas de intenção de voto "não assusta". "São cinco pontos de diferença. Mas não me assusta não, até porque eu estava prevendo", afirmou o tucano em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, do programa SP Acontece, um dos mais populares da TV Bandeirantes. Pesquisa CNI-Ibope divulgada na quarta-feira mostrou Serra com 35% e Dilma com 30%. Em fevereiro, a vantagem do tucano era de 11 pontos porcentuais, segundo o mesmo instituto. Depois de um silêncio absoluto sobre eleição nos últimos dias, Serra admitiu, no dia em que comemorou 68 anos, que será candidato quando confirmou a data de sua saída do governo estadual. "Faltam poucos dias. No começo de abril", afirmou o governador. Diante da declaração do apresentador de que o tucano estava ali anunciando sua postulação, ele minimizou - a oficialização será em evento em Brasília no dia 10 -, mas falou como se fosse candidato no restante da entrevista. "Não estou negando. Apenas dizendo que neste momento, enquanto eu estiver no governo, não vou fazer campanha." ALCKMIN Provável candidato do PSDB à sucessão paulista, o secretário de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, vai usar os próximos dez dias que lhe restam no governo estadual para aparecer em compromissos públicos ao lado do governador José Serra. A dobradinha tucana aparecerá pelo menos duas vezes na próxima semana. O objetivo é usar o canal de visibilidade para compensar o período de reclusão em que entrará até o anúncio oficial da candidatura. De acordo com a legislação eleitoral, Alckmin e Serra devem se afastar do governo até 2 de abril para disputar a eleição de outubro. Nas contas do PSDB, o ostracismo do ex-governador deve ser de quase duas semanas, já que está decidido que o evento para anunciar Alckmin candidato a governador será depois da festa que ungirá Serra à corrida presidencial, dia 10, em Brasília. Até lá, fora da secretaria e longe das visitas ao interior e das inaugurações, o ex-governador deverá passar a maior parte do tempo em seu escritório político na capital paulista. A saída de Alckmin da cena política e a indefinição sobre a data para pôr a campanha na rua preocupa os apoiadores do tucano dentro e fora do PSDB. Mas, mesmo assim, a orientação é para manter a calma e nada de pressão. "A prioridade do partido é a candidatura nacional e não há motivos para atropelar", diz um tucano que está na articulação das campanhas em São Paulo. O grupo mais próximo de Alckmin não quer dar um passo em falso que venha a constranger ou irritar Serra. A avaliação é de que a condução para viabilizar a candidatura do ex-governador foi bem-sucedida até agora por ter optado pela reaproximação com tucanos dissidentes, como o grupo ligado ao secretário Aloysio Nunes Ferreira - um dos nomes para disputar o governo paulista - e aliados ressentidos - como o DEM, cujas lideranças manifestaram apoio público a Aloysio meses atrás. Alckmin disputou a prefeitura paulistana em 2008 contra Gilberto Kassab (DEM).

Edição EDIÇÃO 16967




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