BRASIL
Segunda-feira, 06 de Junho de 2011, 21h:12
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CASO PALOCCI
Cresce pressão para que ministro deixe o cargo
Ontem foi a vez da Força Sindical, central ligada ao governo, a pedir saída de Palocci
A crise envolvendo o ministro-chefe da Casa Civil está longe de terminar. Apesar dos panos quentes do governo, o caso ainda predomina em Brasília e São Paulo. Nem as explicações dadas pelo ministro em entrevista à Folha e ao "Jornal Nacional" reduziram a pressão para que ele deixe o governo. Ontem foi a vez da Força Sindical, central ligada ao governista PDT, pedir a saída de Palocci. O vice-presidente da Republica, Michel Temer, defendeu a permanência do ministro-chefe da Casa Civil no cargo e avaliou como esclarecedora a entrevista concedida à Folha e ao Jornal Nacional. No Congresso, a CPI proposta pela oposição também ganhou força com a assinatura da senadora Ana Amélia (PP-RS), da base aliada do governo Dilma. Com ela, a oposição reuniu até agora 20 das 27 assinaturas para que a comissão seja instalada no Senado. Hoje, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deve decidir se mantém ou não a convocação de Palocci pela Comissão de Agricultura da Casa. Na semana passada, Maia suspendeu a medida após protesto de governistas. O argumento de deputados governistas é que o presidente da Comissão, Lira Maia (DEM-PA), não seguiu o regimento ao proclamar o resultado da votação que convocou Palocci. A oposição, no entanto, já avisou que vai recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) caso a convocação seja anulada. DEFESA Ontem, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, não pode ser acusado de usar laranjas no aluguel do apartamento onde mora, em Moema, na zona Sul de São Paulo. A denúncia está na edição desta semana da revista Veja. A culpa é da imobiliária que alugou o apartamento, ressaltou o senador peemedebista. A revista afirma que os proprietários do imóvel, de aluguel estimado em R$ 15 mil, são laranjas, um dos quais menor de idade. Ou seja, pessoas que tem o nome utilizado por terceiro para omitir o do verdadeiro proprietário. Em nota, no sábado, a imobiliária Plaza Brasil Imóveis negou qualquer relação com o ministro. A empresa disse que em 2008 houve uma troca de comando e que, desde então, não há qualquer registro de contrato de aluguel firmado com Palocci. A empresa não descarta, porém, a possibilidade de a diretoria anterior ter ocultado esses dados. A crise envolvendo Palocci teve início com a revelação, pela Folha, de que o patrimônio do ministro se multiplicou em pelo menos 20 vezes entre os anos de 2006 e 2010, período em que ele havia deixado o Ministério da Fazenda e se tornado deputado federal.