BRASIL
Sábado, 09 de Abril de 2011, 13h:04
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TRAGÉDIA
Cremada no Rio última vítima de atirador
Passado o primeiro e trágico impacto, a polícia tem pela frente grandes desafios. Entre eles, tentar explicar o caso e montar o perfil do assassino
Foi cremado na manhã de ontem o corpo da adolescente Ana Carolina Pacheco da Silva, 13, vítima do massacre na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio. Os outros 11 mortos na ocasião, já tinham sido enterrados sexta-feira. A cremação do corpo da jovem aconteceu no cemitério do Caju, na zona portuário do Rio. "Essa é a hora mais difícil das nossas vidas, porque quando a Carol chegou nós fizemos uma festa. Agora chegou a hora má, mas temos o Senhor para nos consolar", dizia uma das parentes da menina no velório. Cerca de 20 pessoas acompanharam a cerimônia. "Ela vai para um lugar onde ninguém fará mal a ela. Ela vai ser feliz, só esperando a gente", dizia um dos presentes. Além das 12 mortes em decorrência do ataque, outros 12 estudantes da unidade também foram feridos, sendo que dez permanecem internados. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, 23, que era ex-aluno da unidade, se matou após o crime. Anteontem, a polícia localizou e prendeu dois suspeitos de vender uma das armas usadas por Oliveira no ataque. Segundo informações da Divisão de Homicídios, a Polícia Civil encaminhou à Justiça um pedido de prisão preventiva contra os dois suspeitos. MISSA Na quarta-feira, o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, vai celebrar no ginásio do próprio colégio a missa em homenagem às vítimas. Passado o primeiro e trágico impacto, as autoridades têm pela frente um grande desafio, que é tentar explicar o que acontece e, ao mesmo tempo, trazer tranqüilidade aos alunos da escola Tasso Silveira. E não será uma tarefa nada fácil. O perfil de Wellington Menezes de Oliveira ainda é desconhecido para as autoridades. Parentes, amigos e vizinhos de Oliveira prestarão depoimentos, além de funcionários e estudantes da Escola. TRAGÉDIA A tragédia ocorreu por volta das 8h30 de quinta-feira, quando Oliveira entrou na escola municipal, onde cursou o ensino fundamental, e disse que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar na direção dos alunos. Relatos de sobreviventes afirmam que ele mirava na direção nas meninas. Uma das alunas contou aos policiais que, ao ouvir apelos para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça. Os policiais informaram ainda que pelas análises preliminares há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime. Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial militar Márcio Alexandre Alves relatou que o rapaz chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam trancados em salas de aula. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Oliveira caiu no chão e se matou com um tiro na cabeça.