BRASIL
Quarta-feira, 16 de Julho de 2014, 19h:35
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PETROBRAS
CPMI aprova a quebra de sigilo de Youssef e Costa
Os dois foram presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal
DIMMI AMORA
Da Folhapress - Brasília
A CPI mista da Petrobras no Congresso aprovou ontem requerimentos para quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e de empresas e pessoas ligadas aos dois. Os dois foram presos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de vários crimes como corrupção, lavagem de dinheiro entre outros. Dos 644 requerimentos encaminhados pelos parlamentares ainda não votados, foram aprovados 82 após um acordo entre representantes do governo e da oposição. Essas são as primeiras quebras de sigilo da comissão, onde há integrantes tanto do governo como da oposição. O acordo entre os dois lados prevê que os outros requerimentos possam ser votados posteriormente na medida que as investigações avancem. Segundo o relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), havia requerimentos para investigar praticamente toda a Petrobras e o acordo foi focar o trabalho nos itens mais relacionados ao pedido inicial de investigação da CPMI. "Se aprovarmos todos, abriríamos de forma tão grande a investigação que seria impossível investigar", afirmou Maia. Além das quebras de sigilo foram aprovadas também convocações e convites para depoimentos de parentes de Paulo Roberto Costa, integrantes do Tribunal de Contas, do Ministério Público e da Justiça Federal que investigam atos da Petrobras. Novos documentos referentes à compra da Refinaria de Pasadena e das investigações da Operação Lava Jato também foram solicitados pela comissão. LUCRO Em depoimento à CPI da Petrobras no Senado, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, afirmou que a companhia estatal economizou US$ 3 bilhões nos contratos para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Com custo inicial estimado em US$ 2,5 bilhões (R$ 5,6 bilhões), Abreu e Lima poderá custar US$ 18,5 bilhões (R$ 41,5 bilhões) quando ficar pronta. A previsão é que ela comece a operar em novembro. A Polícia Federal investiga suspeita de superfaturamento na obra. Legati, que é responsável pela obra, negou qualquer possibilidade de superfaturamento na construção de Abreu e Lima e considerou normal as centenas de contratos e aditivos aprovados, que até mesmo a presidente da empresa, Graça Foster, em depoimento no Parlamento, considerou com um exemplo a não ser seguido. "Temos demonstrado ao TCU que os preços estão aderentes e dentro dos referenciais do mercado. Os custos são compatíveis com a obra", afirmou o gerente.