BRASIL
Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013, 21h:00
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CAMPO DE LIBRA
Consórcio da Petrobrás vence leilão do pré-sal
Protestos contra leilão do pré-sal deixam pelo menos 6 feridos no Rio
Nem os protestos, que terminaram com pelo menos seis pessoas feridas com balas de borracha em confronto entre manifestantes e homens da Força Nacional de Segurança, na Barra da Tijuca, no Rio, impediram a realização do leilão do pré-sal que foi vencido pelo consórcio formado pelas empresas Petrobras, Shell Brasil, a francesa Total e as chinesas CNPC e CNOOC. O Campo de Libra, localizado na Bacia de Santos, que tem reservas estimadas de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo recuperáveis (isto é, aquilo que pode ser comercialmente retirado do subsolo). A presidente da República, Dilma Rousseff, afirmou na noite de ontem, em pronunciamento de rádio e televisão, que o leilão do Campo de Libra representa um "marco" na história do Brasil e que os recursos que o Estado brasileiro receberá nos próximos 35 anos podem provocar uma revolução "benéfica e transformadora". Dilma rebateu ainda ataques sobre o regime de partilha e disse que o modelo "é bem diferente da privatização". "O modelo de partilha que nós construímos significa uma grande conquista para o nosso País. Com ele, estamos garantindo o equilíbrio justo entre os interesses do Estado brasileiro e os lucros da Petrobras e das empresas parceiras. Trata-se de uma parceria em que todos sairão ganhando. Pelos resultados do leilão, 85% de toda a renda a ser produzida no campo de Libra vão pertencer ao Estado brasileiro e à Petrobras. Isso é bem diferente de privatização", disse a presidente. O consórcio foi o único a apresentar proposta e venceu ao oferecer o mínimo de 41,65% do lucro do óleo, ou seja, do volume que exceder os custos de operação e os royalties. O consórcio também terá que pagar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões e arcar com um programa exploratório mínimo de cerca de R$ 610.903.087,00 milhões. O próximo leilão do pré-sal deve levar ao menos dois anos, informaram ontem o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard. A razão é o volume de investimentos que serão demandados na fase inicial do Campo de Libra, que tem custo estimado em mais de R$ 100 bilhões em 30 anos. Esta não é uma capacidade econômico-financeira que se reúne no mundo com tal intensidade todo ano, disse Magda. Lobão adiantou, no entanto, que, no ano que vem, pode ser realizada a 13ª MANIFESTAÇÃO A confusão começou depois que manifestantes derrubaram a grade que separava o protesto dos homens da Força Nacional. Os policiais reagiram com balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral. Dois feridos estão sendo atendidos em uma ambulância do Corpo de Bombeiros que está no local.