BRASIL
Segunda-feira, 14 de Março de 2011, 19h:57
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REFORMA POLÍTICA
Comissão do Senado começa a analisar
A comissão criada para a reforma política no Senado começa a analisar quatro propostas nas duas reuniões marcadas para esta semana. Hoje será debatida a proposta que pede o fim dos suplentes dos senadores e a que tira do dia 1ª de janeiro a posse do presidente e governadores. Já, na quinta-feira, os senadores irão debater o voto facultativo e o fim da reeleição para cargos do Executivo. Na tentativa de acelerar a discussão, a comissão decidiu concluir os trabalhos até o dia 5 de abril. DISCUSSÃO Cada item da reforma vai ser discutido separadamente pela comissão, que terá autonomia para aprovar temas por maioria simples. Se não houver consenso, a maioria dos integrantes da comissão vai decidir sobre a proposta a ser encaminhada ao plenário da Casa. A comissão vai discutir 11 temas para mudanças no sistema político nacional. Além dos assuntos desta semana, a comissão irá tratar dos sistemas eleitorais, coligação nas eleições proporcionais, financiamento, cláusula de desempenho, candidatura avulsa, filiação partidária, domicílio eleitoral e fidelidade partidária. ENERGIA NUCLEAR O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu ontem a rediscussão do uso da energia nuclear no Brasil depois do terremoto no Japão, que danificou reatores do complexo nuclear Fukushima Daiichi. Sarney disse que o Brasil terá que refletir sobre as usinas nucleares como fornecedoras de energia. "Se elas já sofreram no passado algumas restrições, acredito que agora, com esse problema do Japão, vamos ter que parar um pouco para pensar", afirmou. Ao ser questionado sobre o programa nuclear brasileiro, em especial a construção da usina de Angra 3, Sarney disse não acreditar na sua paralisação - mas em "outra análise" de novas usinas nucleares que venham a ser instaladas no país. MEDIDAS "Não acredito, mas evidentemente vão ser tomadas medidas de muito maior cuidado e revisão. Ao mesmo tempo, o governo deve fazer uma análise das nossas usinas em relação ao que aconteceu [no Japão]. Mas acho que esse debate é para cientistas." O senador afirmou que, por maior que seja a segurança do programa nuclear brasileiro, "ninguém pode estar certo de que isso [vazamento radioativo] não pode ocorrer no país".