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BRASIL
Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011, 18h:49

CORRUPÇÃO

Combate não é objetivo central do governo

Presidente Dilma reiterou que continuará combatendo a corrupção, mas destacou que o objetivo principal do governo dela é a redução das desigualdades sociais

YARA AQUINO e LUCIANA LIMA
Da Agência Brasil – Brasília
A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em entrevista à Rádio Metrópole AM, de São José do Rio Preto (SP), que os partidos da base aliada não concordam com malfeitos e considerou que não terá problemas no Congresso em função das demissões e trocas de comando em ministérios e órgãos do governo. Dilma reiterou que continuará combatendo a corrupção, mas destacou que o objetivo principal do governo dela é a redução das desigualdades sociais. “O objetivo do meu governo não é criar nenhum problema em relação a esse ou àquele segmento. Agora, onde houver problema de corrupção, somos obrigados a tomar posição. Não faço disso o objetivo central do meu governo, o objetivo central é buscar a inclusão social”. A presidente voltou a falar que é preciso garantir o direito de defesa para todos os acusados de corrupção. “Meu governo e o povo brasileiro não gostam de injustiça, que ninguém seja objeto de julgamento que não dê espaço para a pessoa provar se tem ou não culpa. No Brasil, existem instituições de Justiça e esse sistema é que pode julgar alguém”. TRANSPARÊNCIA O empresário Jorge Gerdau disse ontem que o Ministério dos Transportes é uma das pastas que está passando por melhorias de gestão e dos mecanismos de transparência. Gerdau, que preside a Câmara de Gestão, Desempenho e Competitividade da Presidência da República, considerou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ligado ao ministério, um "ponto-chave" no trabalho que a câmara está desenvolvendo. "Estamos entrando e fazendo essa construção no Ministério dos Transportes e, indiscutivelmente, o Dnit é um ponto-chave nesse processo", disse ele. O Ministério do Transportes é um dos alvos de denúncias de corrupção no governo. Gerdau explicou que a função da câmara que preside, ligada à Presidência da República, não é combater a corrupção no governo. No entanto, a adoção de medidas para dar mais transparência aos atos do governo são eficazes para "tornar os níveis de corrupção mais baixos", disse. O combate à corrupção, para o empresário, "é um processo lento, não há solução de um dia para o outro". "A nossa função não é, especificamente, trabalhar sobre corrupção, não somos fiscais diretamente desse tema, nossa função essencial é trabalhar metodologias e desenhos de processos que dão condições de transparência tais que aumentam as possibilidades de diminuir a ocorrência de coisas erradas. As experiências de como gerenciar nos dão a possibilidade de trabalhar com alto índice de correção de processos", disse Gerdau, que participou de uma reunião na manhã de ontem com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. CRISE ECONÔMICA Sobre a crise econômica que atinge Europa e Estados Unidos, Dilma disse que, este ano, “o que estamos tentando é nem entrar na crise, é parar na porta. É difícil? É difícil, não somos imunes nem uma ilha”. Em São José do Rio Preto, a presidenta participou da entrega de 1.993 unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida, sendo 50 adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção. As moradias atenderão a famílias com renda mensal inferior a R$ 1,6 mil.

Edição EDIÇÃO 16961




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