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BRASIL
Terça-feira, 14 de Julho de 2015, 19h:53

Collor e envolvidos criticam ação da Federal

Numa nota publicada no perfil do Facebook de Collor, a defesa do senador repudiou o que chamou de "aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência". "A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos. Ao contrário disso, por duas vezes o senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal, sendo que nas duas vezes seu depoimento foi desmarcado na véspera. Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas", diz o texto. Em nota, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE) disse que os documentos que foram apreendidos na sua residência, em Recife (PE), poderiam ter sido solicitados a ele. O parlamentar e ex-ministro diz que está à disposição das autoridades e que aguarda o momento de prestar seu depoimento. Em sua residência, segundo sua assessoria, a esposa de Bezerra entregou aos agentes dois comprovantes de Imposto de Renda o senador e um extrato de conta-corrente. "O senador Fernando Bezerra Coelho manifesta sua confiança no trabalho das autoridades que conduzem este processo investigatório e continua, como sempre esteve, à disposição para colaborar com os ritos processuais e fornecer todas as informações que lhe forem demandadas, inclusive, de documentos que poderiam ter sido solicitados diretamente ao senador, sem qualquer constrangimento. Fernando Bezerra Coelho aguarda o momento de seu depoimento e reitera sua confiança no pleno esclarecimento dos fatos", diz a nota. O advogado de Pizzolatti, Michel Saliba, considerou desnecessária e ação, disse que seu cliente colabora com as investigações e já teve seus sigilos quebrados. O advogado de Mário Negromonte, Carlos Humberto Fauaze, disse que conversou com o cliente na hora em que a PF foi à casa dele, mas ainda não tem informações se houve buscas contra Negromonte em outros locais. Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, advogado de Ciro Nogueira, confirmou que a casa do seu cliente em Brasília foi um dos alvos dos mandados de busca e apreensão. Kakay tachou a operação de desnecessária, uma vez que o senador está aberto à investigação, tendo colocado seus sigilos à disposição. Reclamou ainda que a defesa está tendo sua atuação cerceada, dando como exemplo o fato de ter pedido já há 40 dias, mas sem sucesso, acesso à cópia da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa. O mandado, segundo Kakay, tem como um de seus fundamentos o teor da delação. Por meio da assessoria, o líder do PP, Eduardo da Fonte, encaminhou a seguinte resposta: "Estou à disposição da justiça para colaborar no que for possível para esclarecer todos os fatos".

Edição EDIÇÃO 16967




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