NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

BRASIL
Sexta-feira, 07 de Janeiro de 2011, 20h:10

ALAGAMENTO

Chuva faz paulistano amarrar veículos

Muitos moradores, surpreendidos, tiveram de correr para amarrar seus veículos em postes e outros ficaram ilhados em cima dos carros. A situação é grave

PRISCILA TRINDADE, JOSÉ MARIA TOMAZELA e BRÁS HENRIQUE
Da Agência Estado - São Paulo
O Córrego Aricanduva transbordou na altura do cruzamento das Avenidas Aricanduva e Itaquera, em São Paulo, ontem, às 17h50. Muitos moradores, surpreendidos, tiveram de correr para amarrar seus veículos em postes e outros ficaram ilhados em cima dos carros. No mesmo horário, toda a capital paulista encontrava-se em estado de atenção. A cidade de São Paulo tinha ontem 13 regiões em estado de atenção para deslizamentos: Santana, Vila Prudente, Aricanduva, São Miguel Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Capela do Socorro, Jabaquara, Santo Amaro, Cidade Ademar e Parelheiros. A medida é preventiva Já as regiões de São Mateus, Casa Verde, Jaçanã, Pirituba, Butantã, Ipiranga, M'Boi Mirim, Lapa, Freguesia do Ó, Perus, Itaquera e Guaianases estão em estado de alerta para deslizamento. Segundo a Defesa Civil, o solo em alguns bairros permanece úmido devido à intensidade das chuvas dos últimos dias, o que aumenta a chance de desmoronamento nesses locais. ESTRAGOS Duas estradas foram interditadas - uma delas totalmente - em consequência das chuvas que atingem a região de Sorocaba, no interior de São Paulo. Na rodovia Francisco José Ayub (SP-264), o asfalto cedeu no Km 132, entre Salto de Pirapora e Pilar do Sul. As águas do Córrego dos Gés passaram sobre a pista e corroeram o asfalto. A rodovia foi interditada nos dois sentidos. Técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) fizeram os levantamentos para iniciar os reparos, mas não há previsão de liberação da pista da SP-264. O trânsito está sendo desviado para outras estradas, pelos municípios de Piedade (SP-79) e Sarapuí (SP-270), com um acréscimo de até 50 quilômetros no percurso. A rodovia Marechal Rondon (SP-300) permaneceu o dia de ontem com interdição parcial no Km 159,7, sentido oeste, onde as chuvas causaram a queda de um aterro. Uma parte da pista cedeu e o trânsito, entre as cidades de Jumirim e Tietê, está sendo desviado para o acostamento. Como o local não comporta tráfego pesado, a Polícia Rodoviária Estadual está orientando os motoristas de carretas a desviar pela rodovia Castelo Branco. De acordo com a concessionária Rodovias do Tietê, os reparos já foram iniciados na SP-300. As máquinas, no entanto, encontram dificuldade para seguir com a recuperação da pista por causa do terreno molhado. TORPEDOS A Defesa Civil de São Carlos, na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, adotou desde o final de outubro de 2010 um programa de alerta de enchentes, que envia informações, por meio de torpedos (SMS) e e-mails, para os comerciantes, órgãos de defesa e a população em áreas de risco. Essas pessoas foram cadastradas num sistema informatizado e recebem os alertas de enchentes, temporais, vendavais e descargas elétrica com até três horas antes que a cidade seja atingida. O município ainda não está usando o sensor antienchentes, desenvolvido no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, da Universidade de São Paulo (USP) local, que alerta autoridades sobre mudança do nível de água em rios. Esse sistema já está funcionando em alguns pontos de São Paulo. Segundo o diretor do Departamento de Segurança Pública e Defesa Civil de São Carlos, Heleno do Nascimento, a região central da cidade abriga a maior parte do comércio, que acaba atingido pelo cruzamento de três rios. "Quando eles se encontram, há transbordo e a situação fica incontrolável", explica Nascimento. O sistema de alerta, contratado de uma empresa paulistana, tem 85 contatos para envios de torpedos e 1 189 e-mails registrados. Dois a três e-mails com boletins informativos das condições meteorológicas são enviados semanalmente, com cerca de 12 horas de antecedência, e torpedos em casos mais urgentes, para que os comerciantes se previnam.

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL