BRASIL
Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010, 09h:24
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Cela conhecida como 'sala de Estado Maior'
RAFAEL MORAES MOURA
Da Agência Estado - Brasília
Preso na Polícia Federal, o governador José Roberto Arruda (sem partido) foi acomodado num espaço com cama, banheiro privativo, sem grades, apelidada de "sala de Estado Maior". Segundo informou a Polícia Federal, ele seria mantido isolado, sob a vigília de um segurança, em uma sala da Diretoria Técnico-Científica, localizada no prédio do Instituto Nacional de Criminalística da PF, em Brasília. Depois de ser informado da decisão do STJ, por volta das 17h25, Arruda saiu da sua residência oficial em Águas Claras. Chegou ao prédio da PF quinze minutos depois, em um Honda Accord, seguido de outros três veículos de um comboio. Vestia calça e camisa sociais, e aparentava estar tranquilo. Apresentou-se às autoridades antes da PF receber o pedido de prisão preventiva do STJ. Enquanto a imprensa se aglomerava no local à espera da chegada do governador, motoristas já buzinavam perto do edifício, comemorando a decisão do STJ. Cinco integrantes do movimento "Fora, Arruda" acompanharam a movimentação no prédio da PF, mas foram retirados das proximidades do local. "Este dia é apenas mais um passo desse processo, que vai durar o ano inteiro possivelmente até a gente ter um DF que seja justo e igualitário, em que interesse de empresários, burocratas e de algumas pessoas não se sobreponha aos interesses da população", disse o cientista social Paulo Fernandes, de 25 anos, integrante do movimento. O objetivo dos membros do movimento era seguir para o STF e pressionar os juízes para que não aceitassem o pedido de habeas corpus do governador licenciado. (Colaboraram Rosa Costa e Carol Pires)