BRASIL
Segunda-feira, 18 de Outubro de 2010, 20h:22
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CASO ERENICE
Casa Civil prorroga por mais 30
TÂNIA MONTEIRO
Da Agência Estado Brasília
O atual comando da Casa Civil decidiu deixar para depois das eleições o resultado das investigações sobre tráfico de influência e outras irregularidades ocorridas na Pasta na gestão Erenice Guerra. Ontem, o ministro interino da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteve Lima, prorrogou por mais 30 dias as apurações. Com esta prorrogação, o resultado da sindicância só será apresentado após o segundo turno das eleições, evitando, assim, qualquer novo prejuízo político para a candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff. Apesar de Erenice Guerra não ser investigada por esta comissão, os computadores dela e dos servidores que tiveram seus nomes envolvidos nas denúncias de tráfico de influência, foram lacrados para averiguação. Ainda ontem, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República negou, por unanimidade, o pedido de reconsideração da censura ética aplicada à ex-ministra da Casa Civil. Ela foi punida por ter se recusado a apresentar à comissão a Declaração Confidencial de Informações (DCI) com dados sobre bens que possui, parentescos na administração pública e conflitos de interesses, apesar de a comissão ter solicitado que ela o fizesse, por três vezes. Erenice ignorou todos os pedidos. A punição a Erenice não tem efeito prático, apenas moral e não a impede de assumir nenhum novo posto no serviço público. Apenas a censura ética ficará constando, por três anos, em seus autos de servidora pública. Quando a censura ética foi aplicada a Erenice, 54 autoridades sujeitas ao Código de ética, entre elas, quatro ministros de Estado, também estavam, em situação irregular perante à comissão por não terem também apresentado suas DCIs e sujeitos a serem punidos com "advertência". Diante da ameaça da Comissão de Ética de advertir imediatamente as autoridades e estas, temendo serem censuradas, correram para apresentar suas declarações, embora ainda existam algumas delas em situação irregular, mas a comissão não quis revelar seus nomes.