NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

BRASIL
Quinta-feira, 15 de Maio de 2008, 19h:46

MEIO AMBIENTE

Carlos Minc exige carta branca de Lula

Quer mais dinheiro para sua pasta e liberdade para formar sua equipe e para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes empreendimentos

ANDREI NETTO e JOÃO DOMINGOS
Da Agência Estado – Paris
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro do Meio Ambiente, em substituição a Marina Silva, Carlos Minc disse ontem que aceita o posto, desde que tenha carta branca para seus projetos. Em Paris, em seu primeiro pronunciamento depois de ter sido convidado pelo presidente a assumir o cargo, o ex-secretário afirmou que quer mais dinheiro para sua pasta e liberdade para formar sua equipe e para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes empreendimentos. Garantiu ainda que quer fazer alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS), incluindo um programa de "desmatamento zero", e convidar um novo coordenador. A entrevista, de mais de uma hora, ocorreu na embaixada do Brasil, na capital francesa. Bem humorado e fugindo muito das perguntas dos jornalistas, Minc alegou que não queria assumir o cargo e que o "aceitou em tese". "Não queria e não pedi", repetiu. Na manhã de quarta-feira, ao chegar à França, o ambientalista, professor universitário, deputado estadual pelo PT e atual secretário do Ambiente do Rio, havia assegurado, em entrevista ainda no Aeroporto Internacional Roissy-Charles de Gaulle, que não aceitaria o cargo porque havia "prometido de pés juntos ao governador" do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), que recusaria. MARINA A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse ontem que fez da sua demissão uma estratégia para constranger o governo de Luiz Inácio Lula da Silva a manter a política ambiental de desenvolvimento sustentável e o veto a crédito oficial para quem desmata ilegalmente. Ela admitiu que vinha encontrando dificuldades para tocar seus projetos de punição aos desmatadores, devido às fortes pressões, principalmente de governadores. PRESENÇA "Para o eixo do desenvolvimento sustentável, minha presença não estava mais agregando. Nesse caso, foi preciso fazer com que as pedras se movessem", disse Marina, durante entrevista de uma hora e quarenta e um minutos, a primeira desde que se demitiu, na terça-feira. "Minha decisão foi tomada porque senti que não tinha mais as condições necessárias dentro do governo para avançar com a agenda da política ambiental", afirmou. "É preciso recuperar a vitalidade que havia no primeiro mandato." Em nenhum momento a ex-ministra admitiu que sofreu grandes derrotas durante sua gestão. Disse que essa resposta só a história dará porque o que é derrota hoje pode ser uma vitória amanhã.

Edição EDIÇÃO 16960




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL