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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 09 de Janeiro de 2010, 10h:07

DESAPARECIDOS

Cães farejadores auxiliam buscas

SANDRA HAHN e PEDRO DANTAS
Da Agência Estado - Porto Alegre
As equipes de busca que procuram duas pessoas desaparecidas no rio Jacuí, região central do Rio Grande do Sul, ganharam ontem o reforço de cães farejadores para auxiliar na operação que começou na terça-feira passada. O coordenador da operação, major Jarbas Avila, explicou que os animais são treinados para reconhecer o cheiro de pessoas, não de animais mortos. O nível do rio Jacuí baixou desde ontem, permitindo que os cães pudessem ser usados nos locais secos. Os dois desaparecidos, um casal de namorados, estavam sobre a ponte entre Agudo e Restinga Seca, na RSC-287, quando a estrutura desabou. Os corpos de outras três vítimas do acidente foram localizados anteontem. A operação conta com 36 homens, sete barcos e um helicóptero. O Estado ainda tem diversas rodovias com problemas em razão das fortes chuvas do começo da semana. Entre elas, a ERS-348, na região central, tem três pontos de interdição total, a ERS-511 tem água sobre a estrada no quilômetro 6, em Arroio Grande, no extremo sul do Estado, e a VRS-817 tem estreitamento de pista e passagem apenas para automóveis de passeio na ponte sobre o rio Butiá, no quilômetro 11. ANGRA DOS REIS O Ministério Público do Rio instaurou três inquéritos civis para investigar as responsabilidades das autoridades nos deslizamentos ocorridos na madrugada do dia 1º e na ocupação desordenada em Ilha Grande e nos morros de Angra dos Reis, no Sul Fluminense. Os promotores também vão acompanhar as providências e a aplicação de recursos na reconstrução das áreas afetadas. "Há fortes indícios de omissão por parte das autoridades públicas na remoção da ocupação ilegal das encostas e na fiscalização das áreas de proteção", afirmou o promotor Bruno Lavorato. Ele investigará as responsabilidades dos agentes públicos nos deslizamentos ocorridos na Enseada do Bananal, na Ilha Grande e no Morro da Carioca, em Angra dos Reis, que provocaram a morte de 52 pessoas. Duas vítimas continuam desaparecidas Em outro inquérito, instaurado pelo promotor de Justiça Henrique Paiva Araújo, o MP investigará as políticas de planejamento urbano do Município com informações sobre os programas habitacionais adotados, mapeamento de áreas de risco e vai apurar quais as medidas que a Prefeitura tomou antes da tragédia para conter a ocupação desordenada da região. Os dois promotores também vão acompanhar em outro inquérito as medidas da recém criada Coordenadoria Municipal de Operação Emergencial de Angra dos Reis com a análise de atos, contratos e toda a destinação dos recursos aplicados para a reconstrução da cidade e socorro aos desabrigados.

Edição EDIÇÃO 16961




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