BRASIL
Terça-feira, 07 de Dezembro de 2010, 20h:53
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CASO ELIZA
Bruno é condenado a quatro anos e seis meses no Rio
GABRIELA MOREIRA
Da Agência Estado Rio
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a quatro anos e seis meses pelos crimes de sequestro, lesão corporal e constrangimento ilegal contra a sua ex-namorada Eliza Samudio, assassinada em junho. O processo foi aberto na Justiça do Rio, após denúncia da estudante em outubro de 2009, de que o jogador a teria forçado a ingerir substâncias abortivas. REGIME Parte da pena do goleiro terá de ser cumprida em regime fechado. Também foi condenado, a três anos de prisão, o amigo e braço direito de Bruno, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como "Macarrão". JUIZ Na sentença, o juiz Marco José Mattos Couto, da 1ª Vara Criminal, afirma que Bruno foi "covarde" e que tem "personalidade criminosa". De acordo com depoimento de Eliza, à época do crime, Bruno, Macarrão e outros dois amigos não identificados a colocaram num carro, onde o goleiro a teria agredido com "golpes no rosto" e em seguida a forçado a "tomar um remédio amargo". Eliza estava grávida de cinco meses, de um filho que seria do jogador. PROCESSO A decisão não está ligada ao processo por homicídio da estudante, aberto pela Justiça de Minas Gerais. "Bruno não deixa de ser primário, pois ainda há chance de recurso, mas pode ajudar a formar opinião, pois ele já tem maus antecedentes", explica o promotor Eduardo Paes, autor da denúncia no Rio. O novo advogado de Bruno, Claudio Dalledone, informou, através de assessoria de imprensa, que irá recorrer da decisão. A defesa argumentará que o goleiro ficou indefensável durante parte do processo. MULHERES Na decisão, o juiz tece comentários sobre a conduta de Bruno. "Se o réu optou por uma aventura amorosa inconsequente, cabia-lhe arcar com as responsabilidades que dela decorreram". Marco Couto também afirma que "ninguém é inocente" nas relações entre jogadores de futebol e as mulheres. "Se os jogadores de futebol, embriagados pelo dinheiro e pela fama, são vítimas de mulheres que os procuram com toda a sorte de interesses. Se as mulheres que procuram os jogadores de futebol, embriagados pelo dinheiro e pela fama, são vítimas deles. Nessa relação, ninguém é muito inocente." ÍDOLO Ainda na sentença, o magistrado lamenta que Bruno tenha se tornado um ídolo do futebol. "Diante da personalidade do réu, lamenta-se que crianças e amantes do futebol já tenham admirado o acusado. Isso porque o réu não é digno de qualquer admiração", escreveu.