Brasil segue longe da vaga no conselho de segurança
NALU FERNANDES e DANIELA MILANESE
Da Agência Estado - Nova York e Londres
O assento permanente no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas é uma pretensão que pode ser alcançada pelo Brasil somente no longo prazo, na avaliação de especialistas na Europa. Nos Estados Unidos, diplomatas e acadêmicos lembram que o eventual acesso do País e também de outros membros da ONU ao CS está condicionado à ampliação do conselho. Ampliar o CS é uma tarefa árdua. A tentativa mais recente para expandir o conselho já dura 15 anos. Até fevereiro deste ano, a linha de frente desta tarefa estava concentrada nas mãos de um Grupo de Trabalho (GT), formado por membros de diversas delegações da ONU, lidando com uma equação complexa: acomodar as demandas dos 192 países membros das Nações Unidas em relação ao formato atual do CS, que tem 15 membros, dos quais cinco são permanentes. Um aspecto importante está ligado ao fato de que uma mudança na formação do CS terá de passar pela estrutura de sustentação da ONU, pois alterações deste nível precisam ser ratificadas e devidamente modificadas na "Carta das Nações Unidas", o estatuto que rege a organização. Desde a assinatura da carta, em 1945, em São Francisco, nos EUA, houve apenas uma alteração no formato do CS e que levou à estrutura atual. A equação complexa do Conselho de Segurança que precisa ser resolvida pelas delegações da ONU não mudou, mas houve mudança na forma de abordagem da mesma.