BRASIL
Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010, 18h:52
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DILMA
Bornhausen foi 'golpista' e Lula não
JOÃO CARLOS DE FARIA
Agência Estado
A candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff, tentou justificar ontem em Varginha, no sul de Minas Gerais, a reação dos adversários quanto à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que o DEM deveria ser "extirpado" da política nacional. "Tem uma diferença substantiva de quando eles falaram em acabar com a nossa raça, em 2005, numa política de extermínio. Nós dissemos que vamos tirá-los pelo voto", disse. "Foi nesse contexto, das eleições, é que o presidente falou. Tirar desse contexto é agir de má fé." Ela chamou de "golpista" a declaração, do então senador Jorge Bornhausen, porque "não estava no contexto eleitoral". Em meio a promessas de investir na qualidade de vida das cidades médias para distribuir os benefícios do desenvolvimento e afagos de militantes e companheiros partidários, Dilma se recusou a comentar as denúncias em relação à ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, sua sucessora na pasta. "Eu de fato não vou comentar mais isso. Já disse tudo o que tinha a dizer e não vou ficar sendo pautada por esse caso", declarou a candidata. Sobre a "hegemonia do PT", Dilma disse que sempre que se toca na possibilidade dela e do partido vencerem as eleições, se faz essa colocação. "Ganhar nas urnas, até onde eu sei, é legítimo, a não ser que a gente comece agora a deslegitimar vitórias conquistadas nas urnas, democraticamente, por meio de um legítimo processo eleitoral", afirmou. Mesmo com o pé quebrado, Dilma entrou no ritmo do jingle do candidato a governador de Minas Gerais, Hélio Costa (PMDB), que junto com o candidato a vice, o petista Patrus Ananias, acompanhava Dilma durante comício realizado na quadra poliesportiva do Colégio Marista, onde foram recebidos por cerca de 1,5 militantes e políticos. Pimentel chegou atrasado porque, justificou, vinha de outra atividade de campanha. No seu discurso, Dilma disse que vai ajudar os cafeicultores de Varginha e região a "resolverem seus problemas com o pagamento de dívidas e preços mínimos". De acordo com ela, o setor precisa de mais atenção. "Aqui bate o coração do café no Brasil e se Minas Gerais se tornasse independente seria o maior produtor de café do mundo", afirmou. Ela prometeu reforçar o Programa Universidade para Todos (ProUni) na cidade - uma das recordistas de bolsas de estudo, com 1.207 contemplados - e criar escolas que articulem o ensino médio e ensino profissionalizante em cidades com mais de 50 mil habitantes.