O jornalista Luiz Carlos Bordoni disse ontem que aceita participar de acareações com o governador Marconi Perillo e com todos as pessoas ligadas a ele que não aceitaram prestar esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) propôs, então, que o jornalista ficasse frente a frente com o empresário goiano Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, investigado pela Polícia Federal por suspeita de chefiar um esquema de jogos ilegais. Bordoni aceitou ser acareado com Cachoeira e disse que participaria também de acareação com o presidente da Agência de Transportes e Obras (Agetop), Jayme Rincón, e com Lúcio Fiúza Gouthier, ex-assessor de Perillo. A deputada Íris de Araújo (PMDB-GO) informou que apresentará à presidência da CPMI os requerimentos para que as acareações sejam realizadas. DOENTE A saúde de Carlinhos Cachoeira está deteriorada e ele não come há dias, relatou à Agência Brasil a advogada Dora Cavalcanti. Ela diz que a situação de seu cliente se agravou desde que foi transferido da ala federal do Presídio da Papuda para o Centro de Detenção Provisória (CDP) do mesmo complexo penitenciário, como resultado da revogação do mandado de prisão da Operação Monte Carlo. Estamos preocupados com a integridade física dele, que passou por deterioração seríssima", disse Dora. Ela também informou que o empresário não recebe visitas da família há dias e está alojado em um ambiente sujo, o que colabora para a piora do quadro emocional. Segundo o diretor do CDP, Nivaldo Oliveira da Silva, havia, sim, preocupação com a saúde de Cachoeira quando ele foi transferido para o local na última quinta-feira (21). No dia seguinte, o empresário teve uma consulta com o psiquiatra da família, que mudou sua medicação. Cachoeira também passou por uma entrevista com o próprio Nivaldo, que alertou sobre cuidados que ele deveria tomar para preservar a saúde.