BRASIL
Quinta-feira, 06 de Janeiro de 2011, 21h:16
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UPP
Bope ocupa morros no Engenho Novo
PEDRO DANTAS
Da Agência Estado Rio
Sem troca de tiros, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) ocupou ontem pela manhã os morros do São João, Quieto, Sampaio e Matriz, no Engenho Novo, na zona norte do Rio de Janeiro, para a instalação da 14ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da cidade. Agora, todas as favelas da região da Grande Tijuca próximas ao Estádio do Maracanã - futuro palco da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 - estão ocupadas por UPPs. A exceção é o Morro da Mangueira, em São Cristóvão, que deve ser o próximo alvo da Secretaria de Segurança Pública. O desafio será equacionar a falta de contingente. Apenas a UPP do Complexo do Alemão exige um efetivo de 2 mil homens. ENTRADA A entrada dos policiais foi anunciada pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), na quarta-feira. A exemplo das ocupações anteriores, os traficantes fugiram e o Bope apreendeu apenas uma pequena quantidade de maconha, além de retirar as barreiras construídas pelo tráfico para controlar o acesso à favela. "Desde a ocupação do Morro dos Macacos, já havíamos realizado operações pontuais nestes morros, porque eles são praticamente vizinhos. Logo, os marginais que estavam nestes locais foram presos ou fugiram. Os moradores confirmam isto. No entanto, nós vamos continuar em busca de armas e drogas", disse o novo comandante do Bope, o tenente-coronel René Alonso. Os morros dos Macacos e São João eram dominados por facções rivais. Os moradores destas favelas conviveram por anos com tentativas de invasões de ambas as partes. A UPP será inaugurada em 30 dias e contará com 200 policiais. Cerca de 12 mil moradores serão beneficiados. Com as ocupações do Complexo do Alemão e da Penha, a estimativa do governo é que agora 400 mil cariocas moram em favelas ocupadas pelas UPPs e pela Força de Pacificação, que é formada por homens da Brigada de Infantaria Paraquedista do Exército, além de policiais militares.