O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) ocupou na manhã de ontem o Morro do Andaraí, na zona norte do Rio. O complexo de seis favelas com população estimada em 10 mil pessoas será o próximo a sediar uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Não houve troca de tiros na chegada dos 80 policiais, que colaram cartazes de apoio à UPP em postes e nas fachadas das casas. O morro será o segundo ocupado na zona norte A Secretaria de Segurança Pública anunciou que vai desmembrar a UPP do Borel em duas. O Morro da Formiga terá comando próprio até o início de julho. Desta forma e com a futura UPP do Morro do Andaraí, o projeto passará a contar com 10 sedes em 26 comunidades. O Governo do Estado estima que 150 mil pessoas estão em favelas ocupadas pela UPP e pelo Bope. A ocupação foi planejada pelas autoridades para evitar qualquer incidente. No dia 19 de maio, durante uma incursão do Bope no Morro do Andaraí, o cabo do Leonardo Albarello confundiu uma furadeira com uma submetralhadora e matou o supervisor de supermercado Hélio Ribeiro, de 46 anos. "Tive o cuidado de liderar a equipe e fizemos um planejamento detalhado da operação", disse o comandante do Bope, coronel Paulo Henrique Moraes. Após a ocupação, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, revelou que teve um encontro na semana passada com a viúva do supervisor morto pelo Bope, Regina Ribeiro. Segundo ele, a Procuradoria Geral do Estado designou um procurador para acelerar a concessão de uma pensão para a família da vítima. O Cabo Albarello permanece afastado das atividades operacionais e responde a inquérito por homicídio doloso na 20ª Delegacia de Polícia de Vila Isabel.