NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

BRASIL
Sábado, 17 de Maio de 2008, 14h:36

VAZAMENTO

Bernardo defende indiciamento de Dias

Ao comentar o indiciamento do ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires por crime de violação do sigilo funcional, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse ontem em Curitiba que o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) também deve ser indiciado pelo vazamento do dossiê sobre gastos pessoais no governo Fernando Henrique Cardoso. "Hoje já se sabe que quem passou as informações à imprensa de maneira reservada e clandestina foi o senador. Portanto, se tiver que ter penalização para um tem que ter para o outro também", disse Bernardo em entrevista antes de uma palestra na ACP (Associação Comercial do Paraná). "Acho que a trajetória normal das coisas é que o outro vazador também seja indiciado." O ministro declarou que o governo acompanha o episódio "com tranqüilidade, mas com muito interesse para ver o desdobramento disso". Bernardo afirmou que o senador tucano e seu assessor, André Fernandes, que recebeu as informações do dossiê por meio de um e-mail de Pires, também devem ser convocados para depor. "É bom lembrar que o José Aparecido está sendo acusado de ter transferido de seu computador para um computador de um assessor lá do Senado os dados que seriam sigilosos. E quem passou para a imprensa foi o chefe lá [do assessor], foi o Álvaro Dias. Portanto, me parece que todos eles têm que dar explicações sobre esse caso", disse o ministro. "Inclusive nós precisamos saber como o Álvaro Dias explicou lá na Polícia Federal esse episódio", afirmou Bernardo. REFORMA TRIBUTÁRIA O ministro disse que o Congresso tem condições de finalizar a votação da reforma tributária até o final deste ano. Os dois turnos na Câmara, segundo Bernardo, poderiam ser concluídos até junho.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL