BRASIL
Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 21h:51
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TERRA
Alagoinha registra mais de 60 tremores em oito dias
ANGELA LACERDA
Da Agência Estado Recife
Subiu para 65 o número de tremores registrados em Alagoinha, no agreste pernambucano, a 225 quilômetros do Recife, nos últimos oito dias. O mais forte deles - 3,2 graus na escala Richter - ocorreu na noite de segunda-feira passada. Até o final da manhã da terça-feira, o Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), havia registrado 50 ocorrências. Ontem, enquanto a população de Alagoinha recebia a visita do governador Eduardo Campos (PSB), que foi à cidade para tranquilizar a população, em São Caetano, também no agreste, a 76 quilômetros de Alagoinha, foram registrados outros dois tremores, de 2,1 graus. São Caetano, Caruaru e Belo Jardim, todos localizados no agreste, possuem rede de sismógrafos por serem cenário de constantes tremores de baixa intensidade. Alagoinha, onde até a semana passada nunca havia ocorrido evento semelhante, passa a integrar a área que sofre influência das falhas ativas do chamado Lineamento Pernambucano. De acordo com o técnico do Laboratório Sismológico da UFRN, Eduardo Alexandre Menezes, os abalos podem ser explicados como acomodações de rochas no interior da terra e não provocam danos, por serem de baixa intensidade. Segundo ele, depois que sofreu o primeiro tremor, o natural é que a população de Alagoinha, de 15 mil habitantes, tenha que conviver com eles. "Os tremores devem ocorrer por um período de meses, depois arrefecem, mas passam a fazer parte da rotina, com a ocorrência de um ou dois por mês", afirmou Menezes, que se encontra no município para analisar o quadro, esclarecer a população e estudar a instalação de uma rede de sismógrafos também na cidade.