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BRASIL
Quarta-feira, 18 de Julho de 2012, 21h:29

BRASIL

Agravamento da crise na Síria preocupa autoridades

RENATA GIRALDI
Da Agência Brasil - Brasília
As autoridades brasileiras observam com preocupação o agravamento da violência na Síria. A expectativa do governo do Brasil é que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) defina medidas que possam conter o acirramento da crise no país. Desde março de 2011, o país enfrenta confrontos entre integrantes da oposição e do governo, causando a morte de mais de 16 mil pessoas, inclusive de crianças e mulheres. Ontem, num atentado suicida, o ministro da Defesa, general Dawoud Abdelah Rayiha, o vice-ministro e general Assef Shawkat (cunhado do ditador Bashar Assad), e o general sírio Hassan Turkmani, chefe do grupo governamental encarregado da crise, morreram em reivindicado pelo ELS (Exército Livre Sírio), formado por desertores e civis armados. ARMAS Uma das possibilidades analisadas no Conselho de Segurança, considerada como pertinente pelas autoridades brasileiras, é a adoção de um embargo para o comércio de armas negociadas com a Síria. Com a medida, o governo sírio terá seu poder de fogo reduzido, assim como os integrantes da oposição, pois não terão condições de adquirir armamentos e munições. Em Damasco (capital síria), o governo do Brasil mantém a representação diplomática chefiada pelo embaixador do Brasil na Síria, Edgard Cassiano. Em 2011, quando a situação na Líbia se agravou, o Brasil optou por manter apenas o embaixador no país e retirar os demais de funcionários brasileiros e estrangeiros por medidas de segurança. No último dia 13, quando houve um massacre de civis, na área de Tremseh, perto da cidade de Hama, o Itamaraty emitiu nota criticando a repressão violenta na Síria e apelando para que o governo do presidente sírio, Bashar Al Assad, adote o plano de paz negociado pelo emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan.

Edição EDIÇÃO 16968




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