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BRASIL
Quinta-feira, 07 de Agosto de 2014, 20h:32

PSDB

Aécio Neves volta a provocar Dilma

DANIELA LIMA
Da Folhapress – São Paulo
O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves (MG), disse que o Brasil "não merece" mais quatro anos de governo Dilma Rousseff (PT). "Está na hora de deixarem na mão de quem sabe", concluiu. O senador fez uma série de provocações à presidente, que disputa a reeleição, durante visita à porta de uma fábrica de máquinas na manhã ontem, em São Paulo. Aécio voltou a dizer que o governo perdeu a "capacidade de atrair investimentos" e que o legado de Dilma será de "estagflação": crescimento baixo e pressão inflacionária. O tucano foi à porta da fabrica acompanhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e de José Serra, que concorre ao Senado em São Paulo. A incursão foi organizada por dirigentes da Força Sindical e pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SDD-SP). Cerca de 150 trabalhadores saíram da empresa para ouvir o tucano. Durante o ato, Paulinho ironizou visita que o ex-presidente Lula fez a uma fábrica no Estado ontem com seu candidato ao governo, Alexandre Padilha (PT). "Tem gente que não conseguiu reunir nem 30 trabalhadores", afirmou. Aécio reafirmou que manterá o reajuste real do salário mínimo e disse que corrigirá a tabela do imposto de renda. Evitou, no entanto, se comprometer com o fim do fator previdenciário, reivindicação das centrais sindicais. O mecanismo foi criado no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Numa referência à dificuldade que a presidente Dilma teve ontem para responder sobre a participação de servidores do Planalto na elaboração de perguntas à dirigentes da Petrobras na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga a estatal, Aécio disse que o governo está "à beira de um ataque de nervos". ARRECADAÇÃO Na disputa pelo governo de Minas Gerais, o candidato do PSDB, Pimenta da Veiga, arrecadou no primeiro mês da campanha quase quatro vezes mais do que o seu principal concorrente, Fernando Pimentel (PT). Foram R$ 3,89 milhões arrecadados pelo candidato tucano, com destaque para a participação de 11 construtoras, dez delas com contratos em vigor ou que prestaram serviços para os governos do PSDB em Minas nos últimos anos, conforme levantamento da Folha. As construtoras contribuíram com 65% do capital arrecadado por Pimenta, diretamente para o candidato ou via PSDB. A maior contribuição individual dentre essas foi da Barbosa Mello, com R$ 1 milhão, seguida pela Via Engenharia, com R$ 500 mil. A média de doação das outras nove construtoras foi de R$ 115 mil (de R$ 50 mil a R$ 187 mil). Fora desse setor, os maiores doadores para Pimenta, via PSDB estadual, foram o banco BMG, com R$ 1 milhão, e a locadora de veículos Companhia de Locação das Américas, com R$ 260 mil. O candidato do PT arrecadou R$ 1,1 milhão, 28% do arrecadado pelo seu concorrente tucano. Desse total, R$ 1 milhão foi doado pela Esdeva Indústria Gráfica, de Juiz de Fora. Foram apenas três doações para o petista Fernando Pimentel, sendo os outros dois doadores a MRV Engenharia (R$ 100 mil) e o deputado federal Reginaldo Lopes (R$ 846). Conforme pesquisa Ibope realizada entre os dias 26 e 28 de julho, o petista Pimentel tem 25% das intenções de voto, contra 21% do tucano Pimenta, o que configura situação de empate técnico, por estar dentro da margem de erro de três pontos, para mais ou para menos. A maior despesa de Pimenta foi com a MB 2014, responsável pela comunicação da campanha. A Mapema, que produz programas de rádio e TV, ficou com R$ 375 mil. E para o PSDB estadual foram repassados R$ 390 mil. Pimentel declarou gastos de R$ 717 mil, sendo o maior deles de R$ 58,6 mil com locação de bens móveis.

Edição EDIÇÃO 16967




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