BRASIL
Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014, 19h:43
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Aécio dedica programa à inflação
O candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) dedicou seu programa no horário eleitoral da tarde de ontem ao tema da inflação, ironizando declaração recente de um secretário do Ministério da Fazenda para que a população compre frango ao invés de carne bovina. Na última quarta, ao comentar os números da inflação, que superaram as previsões do governo, o secretário de Política Econômica, Márcio Holland, disse que os consumidores deveriam dar preferência aos produtos em deflação. "Os consumidores precisam pensar assim: quando o tomate está em deflação, ele é um bom produto a ser adquirido nesse momento, em vez de outro produto que esteja em alta. Assim como a carne bovina, que está em alta, é recomendável migrar para outros produtos que substituam a proteína, importante na dieta cotidiana." "A vantagem que a gente está tendo é que alguns outros produtos de proteína, como frango e suínos, muito baseados em ração, está tendo redução de custo de produção. Isso está fazendo com que uns produtos fiquem mais acomodados, e sejam bons substitutos", prosseguiu. A fala foi o mote de quase metade dos dez minutos de que o tucano dispõe no horário eleitoral. O programa mostrou manchetes de jornais sobre a fala do secretário e reclamação de eleitores nas ruas, em alternância com discursos do senador mineiro, propostas para a área da economia e até uma esquete humorística com atores em um supermercado. Aécio voltou ao Plano Real, instituído em 1994 pelo governo Itamar Franco, para apontar a importância do controle da inflação. Na época, o ministro da Fazenda era Fernando Henrique Cardoso. "Eu sei que esse é um assunto muito técnico, até meio chato. Mas é muito importante nós sabermos que é fundamental a inflação estar sob controle", diz. CARTA Há também uma defesa ao ex-presidente logo no início do programa eleitoral, como resposta aos ataques feitos a FHC na propaganda da adversária Dilma (PT). Uma apresentadora lê a íntegra de uma carta elogiosa escrita pela presidente em ocasião dos 80 anos de FHC, em que ela o cumprimenta como "ministro arquiteto de um plano duradouro de saúde da hiperinflação".