A advogada Adriana Telini, de Franca (400 km de São Paulo), investigada por suposta ligação com criminosos, foi afastada preventivamente ontem pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) por 90 dias. O julgamento foi realizado na sede da ordem em Ribeirão Preto (314 km de São Paulo). Adriana é investigada pela Polícia Civil de Franca por suposta ligação com criminosos do PCC e envolvimento com o tráfico de drogas. Ela não compareceu ao julgamento e foi representada por seu advogado. Agora, o processo seguirá normalmente e ela poderá ter o registro cassado. O advogado dela, Ruy Engrácia Garcia, afirmou que vai recorrer. Adriana teve a prisão pedida pela Polícia Civil no dia 14. Também foram pedidas as prisões de outras duas pessoas suspeitas de envolvimento criminoso com a advogada. Conhecido como Perna, um homem acusado de ser um dos líderes do PCC, preso em Valparaíso (577 km de SP), foi flagrado conversando com a advogada após interceptações telefônicas. Nas conversas, gravadas no ano passado, a advogada orienta o detento sobre como roubar clientes seus que acabaram de receber grandes quantias. Ela não foi a única advogada suspeita de ligação com o PCC punida pela OAB. Sérgio Weslei da Cunha e Maria Cristina de Souza Rachado, acusados de repassar informações sigilosas da CPI do Tráfico de Armas a integrantes do PCC, também foram suspensos por 90 dias.