BRASIL
Quinta-feira, 26 de Agosto de 2010, 18h:53
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DILMA
Acusações sobre dossiê é desespero
ELIANA LIMA e ANDREA JUBÉ VIANNA
Da Agência Estado Salvador
A candidata a presidência pelo PT, Dilma Rousseff, comentou, em Salvador, as acusações feitas por Serra de pessoas ligadas a ela serem responsáveis pelo vazamento de dados fiscais de 4 tucanos. "Uma acusação sistemática que ele tem feito sem provas, o que demonstra desespero". De acordo com Dilma, essa informação é requentada, "Não é possível que se utilizem novamente de um expediente, sem provas, para fazer factoides e acessar minha campanha". A candidata disse que o PT entrou com duas ações contra o tucano. "Nós consideramos que é uma calúnia feita contra nós, que Serra vem fazendo sistematicamente". Pediu ainda providências à Polícia Federal para que investiguem por que essas informações vazaram. "Se eram sigilosas, como é que apareceram nos jornais? Toda essa história nos causa muita estranheza. Quando os dados da Petrobras vazaram, no passado, o PT não acusou o PSDB de ter promovido vazamento. Nós podíamos ter feito isso, mas nós não somos desse tipo" finalizou. REPRESENTAÇÃO O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, anunciou que o partido vai propor nova representação contra o candidato do PSDB, José Serra, por injúria e difamação. Ontem em Natal, no Rio Grande do Norte, o tucano voltou a responsabilizar sua adversária do PT, Dilma Rousseff, pela violação de sigilos fiscais de dirigentes do PSDB para fabricar dossiês que serviriam de munição na campanha eleitoral. Dutra acusou o candidato tucano de fazer, de forma recorrente, "acusações infundadas" contra o PT e a campanha de Dilma. "Já reiteramos que não encomendamos, não solicitamos, não mandamos quem quer que fosse montar, elaborar ou redigir dossiês contra quaisquer pessoas, membros ou não do PSDB", reafirmou o petista Ele ressaltou que, conforme a investigação em andamento na Corregedoria da Receita Federal, a violação dos dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, teria ocorrido em outubro do ano passado - quase um ano antes do início da campanha eleitoral. "Não há relação direta com a campanha", frisou. Durante a entrevista coletiva na sede do partido, em Brasília, o petista lembrou que episódios semelhantes já atingiram pessoas ligadas ao PT e instituições do governo. Mencionou ainda suspeitas de violação do sigilo fiscal da Petrobras, bem como de diretores da empresa, de que a oposição se utilizou para instalar a CPI da Petrobras no Senado no ano passado.