O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, criticou ontem o grupo islâmico Hamas por ter "atacado símbolos nacionais" durante sua tomada de Gaza na semana passada e qualificou a organização de "terrorista assassina". "Não há diálogo com estes terroristas assassinos [do Hamas]", disse Abbas em discurso na TV, acusando o grupo islâmico de empreender um "golpe". Foi o mais duro discurso de Abbas desde que ele declarou o fim do governo de coalizão e montou um gabinete de emergência, na semana passada. "Nosso principal objetivo é impedir que a sedição se espalhe para a Cisjordânia (...), para evitar violações de qualquer partido e lidar com todos de maneira igualitária", afirmou. Segundo Abbas, apesar da crise, as conversas de paz com Israel devem ser retomadas. "A atmosfera não impede um reinício das negociações. Nós esperamos que a comunidade internacional contribua, assim como o Quarteto para o Oriente Médio, para organizar uma conferência pela paz mundial que leve ao diálogo entre palestinos e israelenses". Abbas acusou o Hamas de tentar organizar sozinho seu próprio Estado em Gaza, um passo que, segundo ele, minaria as esperanças dos palestinos pela independência.