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BRASIL
Quarta-feira, 03 de Novembro de 2010, 20h:53

"A equipe de Dilma será a imagem e semelhança dela"

ROSANA DE CASSIA
Da Agência Estado – Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu a imprensa na manhã de ontem, para elogiar o processo democrático que elegeu Dilma Rousseff à Presidência da República Ao lado da presidente eleita, Lula descartou medidas impopulares na área da economia, desmentiu indicações que já saíram pela imprensa e disse que até sexta-feira define a situação da Anatel, que está praticamente sem presidente e vice, com o término do mandato. Ele defendeu tamb=em algum mecanismo para garantir recursos à saúde e assim como Dilma, defendeu a política de câmbio flutuante. Lula fez um apelo à oposição para que não torça contra o Brasil a partir de 1.º de janeiro, data da posse da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT). "Queria pedir à oposição que, a partir de 1º de janeiro, eles (oposição) olhassem um pouco mais o Brasil, torcessem para o Brasil dar certo", disse o presidente, acrescentando que cada atitude da oposição contra o governo prejudica parte da população. "Eu queria apenas pedir a compreensão de que dentro do Congresso a oposição não faça a política do estômago, da vingança, do trabalhar para não dar certo. Oposição tem outro papel", disse Lula, lembrando que a oposição elegeu governadores de importantes Estados e que eles sabem da importância de uma boa relação com o governo. "Senão, todos perdem." Para o presidente, a oposição não pode perder sua característica de oposição. Aos partidos políticos e aqueles que tentam sugerir nomes para a equipe da presidente eleita, afirmou, que "rei morto, rei posto" "A equipe de Dilma será a imagem e semelhança dela", disse Lula, na tentativa de encerrar uma discussão que surgiu no fim de semana, na imprensa, sobre os desejos dele próprio, Lula, de indicar e sugerir nome de ministros que ele gostaria que permanecesse no governo. Lula acabou se estendendo e respondendo perguntas sobre economia, política e negociação com o Congresso. O tema principal da transição para o governo de Dilma é a questão cambial. Lula disse que o que há de coincidência entre Dilma e ele em relação ao câmbio é "que os dois defendem o câmbio flutuante". Criticou, mais uma vez, a política dos países de proteção a suas próprias moedas, impondo aos outros países uma sobrevalorização das moedas locais. Pela primeira vez, ele citou os Estados Unidos e a China como responsáveis pela volatilidade do câmbio no mercado internacional. "Os Estados Unidos e a China estão fazendo a guerra cambial", afirmou. Os Estados Unidos, "por tentar resolver seus problemas internos", e a China, para não perder competitividade internacional. Nesse período de transição, segundo Lula, o governo "fará o que for possível" para que Dilma assuma o governo com tranquilidade e sem sobressaltos. A estratégia é garantir um início de governo com as medidas a fim de garantir o crédito de longo prazo às empresas. Enquanto isso, Mantega e Meirelles acompanharão o mercado de câmbio para impedir que o real se mantenha sobrevalorizado.

Edição EDIÇÃO 16967




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