ARTIGO
Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009, 23h:29
A
A
ADILSON ROSA
Zero nelas
A máxima do marketing é massificar o produto para que seja conhecido e, consequentemente, consumido. Essa máxima, parece que, no entanto, faz parte do passado. Além disso, a nova tendência de produtos saudáveis também parece não estar no topo de prioridade de algumas empresas. Entre esses produtos saudáveis estão os refrigerantes com zero de açúcar, o que significa um mínimo de calorias, pois para alguns sabores, a lei exige suco natural. Que contém calorias. Pois bem, comprar um refrigerante zero hoje está sendo uma tarefa árdua. Somente os mais tradicionais e mais conhecidos como Coca, Pepsi e Guaraná Antarctica possuem a versão zero. Outros podem ser até fabricados, mas não estão na prateleira. A soda, da Antarctica, já está desaparecendo. A Sprite está tentando ganhar o espaço. O que não é possível entender é que produtos sem açúcar são rotulados como mais saudáveis e também representam uma nova tendência, pois são menos calóricos. Dizem os comerciais que é para quem quer ter uma vida mais saudável. Mas como muitas indústrias vivem de consultas aos seus clientes, através de pesquisas, a tendência que esses produtos desapareçam do mercado. O lógico dessa questão seria as empresas investirem mais nos produtos zero, mas parece que, como o consumo dos refrigerantes com açúcar tem uma ótima aceitação, não estão preocupados em reverter essa tendência. Parece ser do tipo e estou vendendo refrigerante com açúcar muito bem, porque procurar sarna pra me coçar mudando os hábitos? A linha de refrigerantes de 2,5 litros também é um exemplo. Tanto a Coca Cola como sua principal rival oferecem essa versão, mas nenhuma delas em versão zero. A idéia que a gente faz é que vai encalhar. Será mesmo? A Schin por exemplo, tem uma linha completa de refrigerantes zero, mas nunca chegaram a Cuiabá. Basta procurar nos supermercados que revendem os produtos. Fica então a indagação: será que não vendem porque não oferecem ou não oferecem e é, por isso, que não vendem? Seria difícil de acreditar que uma empresa estivesse resistindo a vender um produto. Seria uma situação absurda em se tratando de uma empresa capitalista. O mais fácil é entender que certas versões não caem no agrado do consumidor. Mas para isso é preciso oferecer esse produto para depois chegar a essa conclusão. Aliás, como diz aquele conhecido comercial: Aquele biscoito vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? ADILSON ROSA é repórter