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ARTIGO
Terça-feira, 31 de Julho de 2012, 21h:23

ALECY ALVES

Vídeos de sexo

Virou moda no mundo a divulgação de cenas de vídeos íntimos na internet, especialmente gravações protagonizadas por celebridades da tevê e do cinema. Há também, não na mesma escala, imagens de pessoas que seriam comuns não fosse o hábito de chamar a atenção pelos pares de coxas, nádegas ou seios. Essas situações podem nos remeter, pelo menos é o que acontece comigo, a uma série de perguntas. Se não queriam correr o risco de serem vistas em situações constrangedores para que se expuseram? Por que e para quem gravaram cenas de sexo ou se deixaram ser fotografadas semi ou nuas? Culto ao corpo, fetiche, vaidade em demasia, excesso de confiança no parceiro ou parceira, ou, ainda, o desejo de se expor mesmo, da fama a qualquer preço. São muitas as possibilidades. O difícil é entender porque alguém, em sã consciência, faria um vídeo sobre a própria intimidade. No meu entendimento, só poderiam reclamar, processar ou adotar qualquer outra medida punitiva aqueles que foram vítimas, tiveram a intimidade violada, invadida. Ou seja, que não sabiam que alguém estava armando tal exposição e constrangimento. Violar a intimidade, expor, difamar, constranger e denegrir são crimes previstos em lei, passivos de punições que podem incluir detenção, prisão e a reparação pecuniária, indenização por danos morais, por exemplo. Quem foi alvo desses crimes deve, sim, defender judicialmente seus direitos. Sabemos que toda pessoa tem direito de decidir sobre como lidar com o próprio corpo, se expõe ou não os seios e coxas. Entretanto, numa sociedade machista e cada vez mais consumista de beleza e sexo, aquela que se exibe demasiadamente, querendo ou não, corre o risco de ser submetida a situações vexatórias. Há quem defenda e propague que “tudo que é belo deve ser mostrado”. Desde que essa máxima não aconteça em sua família, que não envolva sua irmã, filha, esposa ou namorada. Que o belo em exposição seja na “mulher do outro”, como nos habituamos a ouvir em tom de brincadeira. Portanto, sempre teremos em pauta a discussão sobre o que é certo, errado, moral e amoral quando o assunto for o corpo da mulher. Estou apenas externando minha opinião num espaço onde posso decidir sobre o que escrever. ALECY ALVES é repórter

Edição EDIÇÃO 16961




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