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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011, 20h:56

LEITOR

Uma voz contra o novo Código Florestal

“Uma voz contra o novo Código Florestal. O ambientalista Sérgio Guimarães, ao invés de criticar o texto do novo Código Ambiental, deveria explicar por que é que o Código de 1.965, que segundo ele é tão bom, permitiu todo esse desmatamento que as ONGs alegam ter ocorrido. Deveria ele também explicar por que é que esse código que ele defende, com o aval do Conama, conseguiu colocar 90% dos agricultores na clandestinidade. Deveria ele dizer à população que nos últimos 30 anos o desmatamento cresceu 50%, enquanto que a produção de alimentos cresceu 247%. Deveria ele explicar para a população que os 597Km2 de desmate ocorridos representam tão-somente 0,01% do território da Amazônia e, portanto, no mesmo ritmo levaria 100 mil anos para a floresta ser devastada. Deveria ele dizer ao povo que comida não dá em árvore e que tanto capim, como soja, milho, etc. sequestram carbono, enquanto que a floresta velha não sequestra. Deveria ele também dizer que atualmente quem mais polui os rios não são os agricultores, mas sim o pessoal da cidade, com seus lixos e esgotos. Deveria ele relacionar os nomes dos proprietários que até hoje tiveram algum rendimento financeiro deixando a floresta em pé. Deveria ele citar em qual país do mundo se deixa 80% das propriedades intactas, pagando impostos e tendo que cuidá-las gratuitamente. Por último, deveria ele dizer o que realmente as OGNs ambientalistas têm feito concretamente pelo meio ambiente.” GERTRUDES DE CASTRO VIEIRA, agricultora e dona-de-casa, Cuiabá/MT [email protected] *** “Acorda, você trabalha para os ambientalistas estrangeiros que não querem a nossa competência. O sr. já visitou pelo que li a Europa por conta do governo. Lá o negocio é diferente, não tem mais nem calango e mata. Vá dar conselhos e consultoria fajuta para ele, aqui não é o seu lugar.” ROMERO AZEVEDO, eng. agrônomo, Cuiabá/MT *** “Sergio Guimarães é um estudioso e premiado ativista em prol do meio ambiente. Já ganhou prêmios nacionais importantes. O discurso de parar de comer, andar de bicicleta, etc., não passa de falta de argumentos, falta esta oriunda do desconhecimento do tema. Não precisa ser bacharel, basta ler. Bem diz o ditado que em boca fechada não entra mosca, especialmente mosca apedeuta!” BENEDITA DA SILVA, Cuiabá/MT [email protected] 75 anos do IBGE no Brasil “Gostei, pois nos leva ao conhecimento de toda trajetória do IBGE em MT, e a conhecermos a sua importância para nosso desenvolvimento como cidadão e os responsáveis por este árduo trabalho, nomes que não podem, não devem, ser esquecidos.” MARILCE FATIMA DE SOUZA BARROS, massoterapeuta e consultora de vendas, Cuiabá/MT [email protected] Campanha da fraternidade em MT “A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil define a cada ano, através da Campanha da Fraternidade, um tema voltado à reflexão pessoal; este ano, católicos ou não, o assunto a ser debatido envolve todos e será ‘A Vida no Planeta’. Ou seja: o objetivo será o de discutir o meio ambiente como um todo e, em particular, o aquecimento global e as consequentes mudanças climáticas, independentemente se você acredita, ou tenha dúvidas, se este é um processo decorrente da ação humana. Como apoio a esta importante iniciativa consideramos válido explicitar uma pesquisa recentemente realizada pelo Nepa na região da Grande Vitória que analisou especificamente o que a sociedade percebe do aquecimento global e das mudanças climáticas (causas e efeitos) - primeira realizada com este objetivo no Estado – e que gerou informações importantes que merecem uma reflexão neste momento. A pesquisa mostra de forma muito explícita que a sociedade diz saber o que é o aquecimento global, porém, em processo imediato, quando se vê diante da necessidade de explicar o que diz conhecer, tem dificuldades em fazê-lo. Possivelmente, exposta continuamente a mídia (TVs, jornais, revistas, Internet, etc.) a sociedade passou a conviver com a temática, mas não absorveu ainda o conhecimento suficiente para entender a complexidade do assunto e de suas consequências sobre o planeta. Não é difícil de entender isso se acompanhamos as informações que chegam à sociedade; uma sucessão de informações, muitas das vezes opostas em relação a seus conteúdos, baseadas em aspectos prós e contras que acabam, naturalmente, por colocar a maioria das pessoas em um conflito interno de posicionamento pessoal, o que tem levado muitas a se desinteressarem pelo tema esperando o que eles entendem ser a ausência de conclusões definitivas. Ou seja, esta é uma evidência de que não basta apenas oferecer programas de educação ambiental à sociedade; isso é necessário, mas não suficiente, pois se fazem imprescindíveis verificações adicionais se realmente as mensagens oferecidas estão alterando o modo de pensar de cada um (percepção ambiental) sobre o assunto. O que esta pesquisa fez foi exatamente isso, analisar o nível de percepção ambiental da sociedade diante das causas e efeitos do aquecimento global de modo a ter certeza se o grupo estava preparado para entender e discutir a totalidade da temática em estudo. Isso nos leva de volta à Campanha da Fraternidade, que poderá ser um excelente momento para ampliar o grau de conscientização da sociedade permitindo que ela – o que não parece ser a realidade de hoje, base a pesquisa realizada – possa assumir seu papel no cenário das discussões hoje prioritárias nos segmentos político, científico, empresarial e ambientalista. Se a sociedade não entender que precisa estar minimante informada do assunto para poder participar das decisões – muitas delas duras para a própria sociedade – poderá se ver envolvida por decisões das quais não participou, mas que se verá obrigada a atender. Será que a sociedade está realmente a par daquilo que poderá ser necessário fazer para minimizar os efeitos do aquecimento global? Os governos (nacional e internacional) estão adotando ações concretas para minimizar o problema ou estão preocupados apenas com os efeitos econômicos que cada um terá de enfrentar? Estas são algumas das muitas reflexões que precisam ser esclarecidas à sociedade, sob pena de, e não será por falta de aviso, ser surpreendido pelo evitável.” ROOSEVELT S. FERNANDES, professor universitário, Vitória/ES [email protected]

Edição EDIÇÃO 16968




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