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ARTIGO
Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2013, 20h:45

ROGÉRIO VARANDA

Uma questão de cidadania

Ter uma cidade limpa faz bem e todos querem. Porém, a sensação de bem-estar só permanece quando todos chamam para si a responsabilidade da manutenção. Jogar apenas um papel de balinha no chão não causa mal algum, mas se todos resolvem jogar seus papeizinhos, o resultado aparece principalmente no período das chuvas: alagamentos em toda a parte em virtude dos entulhos que entopem as bocas-de-lobo por onde escoam as enxurradas das chuvas. É preciso conscientização da população. Garantir os serviços de limpeza é responsabilidade do poder público, e ela está sendo feita! Dezenas de terrenos baldios, que por descaso se transformaram em bolsões de lixo, estão recebendo equipes que em pouco tempo deixam tudo limpo. Os moradores locais comemoram e o poder público fica com a sensação de dever cumprido. Mas a sensação dura pouco tempo! Em questão de dias, volta-se ao mesmo local e, decepção! Novamente mais lixo acumulado, mau cheiro e população indignada. Novamente equipes (que poderiam estar limpando outros locais) são designadas para o mesmo lugar para deixar o local limpo. Os moradores comemoram e a sensação do dever cumprido volta, mas por pouco tempo. A cidade vive dos que vivem nela e o poder público precisa promover a limpeza nos quatro cantos da cidade, por pelo menos uma vez na semana. É preciso conscientização da população para que jogue lixo no lixo. Círculo vicioso - É aí que entra a consciência de cada um. O pensamento de que um papel de balinha no chão não faz mal é o mesmo daquele que joga lixo nas ruas, em terrenos baldios, ou até mesmo nos córregos. O resultado todo mundo vê: montanhas de entulho, móveis velhos, lixo orgânico e até animais mortos já em estado de putrefação com fedor causando náuseas na população. Apontar o culpado é fácil: é a prefeitura! E quando não há consciência, é preciso o endurecimento do poder público. Fazer doer quando não há outra solução. Aumentar a fiscalização para punir aqueles que teimam em não respeitar a lei, aplicando multas nos casos de flagrante. Mas isso não é o ideal. O ideal mesmo seria que o pensamento se voltasse para a sensação de bem-estar que a limpeza proporciona e todos chamassem para si a responsabilidade da manutenção dela. É fácil e não é prejudicial à saúde! Pelo contrário, faz muito bem à saúde respirarmos um ar puro e trafegar por ruas e avenidas limpas. Como já disse antes, limpeza da cidade é uma questão de cidadania! Mas falta a contribuição da população, conscientização de toda a comunidade em evitar jogar lixo, mesmo que seja uma embalagem de bala-doce como também um conjunto de estofado rasgado ou quebrado nas ruas ou mesmo em logradouros públicos. O dano é o mesmo, embora de proporções diferentes. Daí a necessidade da conscientização da comunidade em jogar seu lixo no lixo, e ponto final. Uma cidade limpa e bem-cuidada não trará benefícios somente ao gestor público, mas também a toda a sociedade que vive nela como também servirá de orgulho para os que nela nasceram e convivem. Se cada um fizer sua parte, nós, com certeza, também o faremos com a convicção de estar desenvolvendo um trabalho com dignidade e respeito ao próximo. A prefeitura de Cuiabá quer exercer seu papel e oferecer um trabalho de qualidade para a comunidade em geral. ROGÉRIO VARANDA é secretário de Serviços Urbanos da cidade de Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16962




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