NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Domingo, 14 de Junho de 2026

ARTIGO
Quinta-feira, 05 de Junho de 2008, 21h:21

AECIM TOCANTINS

Um militar na Casa Civil

Encontrava-me a passeio, em São José dos Campos, quando soube da escolha que o prezado Governador Blairo Maggi fizera do nome do Major Eumar Roberto Novacki para exercer o cargo de Secretário Chefe da Casa Civil do Governo do Estado. De imediato, manifestei ao nosso Governador os meus aplausos pela acertada decisão. O substancioso currículo do Major Novacki, a sua modéstia e a absoluta confiança pessoal do Governador, o credenciam satisfatoriamente ao exercício dessa relevante função. Para alguns pareceu estranha a presença de um militar na Chefia da Casa Civil. Mero engano, porém, eis que o importante é o valor pessoal do cidadão. Situação análoga presenciei em Brasília, quando Primeiro Representante de Mato Grosso junto à Comissão Especial de Divisão do Estado. Naquela oportunidade várias vezes me contactei com o General Golbery Couto e Silva, que exercia as funções de Ministro Chefe da Casa Civil no Governo do Presidente Ernesto Geisel. Pude observar e aquilatar quão importante foi a colaboração do General Golbery à administração pública federal. Pela confiança de que gozava do Presidente da República, agia com muita diligência, capacidade e determinação. Na velha República, na presidência de Epitácio Pessoa, o civil Pandiá Calógeras exerceu com brilhantismo a Chefia do Ministério da Guerra e, interinamente, o da Marinha. Por outro lado, há de se lembrar que o cargo de Ministro Chefe das Forças Armadas tem sido sempre exercido por um civil, exemplo clássico do que ora ocorre em relação ao ministro Nélson Jobim. Neste ensejo, convém lembrar que o médico cuiabano Joaquim Murtinho foi um dos melhores ministros da Fazenda, tendo saneado as finanças do País, no governo Campos Sales. A Casa Civil tem papel preponderante na estrutura administrativa do Estado. O seu chefe é o interlocutor imediato do governador em diversas circunstâncias, principalmente nas suas ocasionais ausências. Na esfera da administração pública é o imediato representante do Governador, com quem mantém perfeita consonância. Cabe ao Chefe da Casa Civil preocupar-se, atentamente, com o bom relacionamento junto aos poderes institucionais. O seu contato precisa ser permanente com os representantes federais, estaduais e municipais, inclusive com o mundo político em geral. Reconhecida a impossibilidade da audiência pessoal com o Governador, necessário se torna que o Chefe da Casa Civil estabeleça medidas adequadas visando a proporcionar o mais fácil acesso dos prefeitos, dos vereadores e da comunidade em geral, à administração pública. Lembro-me de que quando exercia as funções de Chefe da Casa Civil no Governo do Dr. José Fragelli, só excepcionalmente acompanhava o Governador nas suas viagens, pois entendia que a minha presença na sede do governo se tornava indispensável ao atendimento de possíveis eventualidades. E, mais ainda, raramente deixava o Palácio antes das vinte horas, aproveitando, outrossim, os dias de folga para o estudo e apreciação mais profunda dos problemas da semana. Tenho conhecimento de que o Major Novacki, homem muito interativo, introduziu sensíveis modificações na Casa Civil, objetivando o mais pronto e eficaz atendimento. De fato, em pouco tempo de gestão a sua presença naquele importante órgão já se tem destacado. Bem andou, pois, o nosso Governador, na escolha do seu novo Chefe da Casa Civil. * AECIM TOCANTINS é Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL