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ARTIGO
Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010, 19h:56

LOUREMBERGUE ALVES JÚNIOR

Um governo feminino será?

Nunca antes na história deste País tivemos chance de escolher uma Governanta para administrar o país. Essa é, sem sombra de dúvidas, uma bela oportunidade. Uma maravilhosa prova de que todos somos mesmo iguais em todos os sentidos, inclusive oportunidade. Não podemos ser taxativos ao asseverar que as mulheres são melhores nisso e naquilo, assim como mais honestas. Não acredito nisso. Logicamente, antes que seja massacrado por um levante feminista, não estou querendo dizer que as mulheres não têm suas qualidades e, em alguns pontos acredito serem melhores que os homens. Mas não no fator corrupção. Pois não são raros os exemplos dos espetáculos apresentados por elas na política brasileira. Pelo que se nota a corrupção no país não tem cor, nem sexo, opção sexual, grau de escolaridade, nem religião, crendice, ou, ainda, de determinada igreja. Não acredito também ser cultural. Mas isso não vem ao caso, não sou, tão pouco estudioso nesses temas. Além do mais, pesquisas vem aos montes para nos assustar cada vez mais. Na última alguns dos cidadãos que invocam a demasiada corrupção na política e nos políticos, logo a sua apatia, informa que se lhe oferecessem algum dinheiro ou presentinho por seu voto, o venderia. Nosso povo é cheio dessas coisas. Não acham certo algo, mas o fariam se pudessem e isso já saiu em uma pesquisa também. Nela jovens diziam que os políticos são muito desonestos, mas que se tivessem a mesma oportunidade repetiriam os mesmos atos que repudiam. Mas essa não é a razão do texto, nem há razão para alarde. Começamos a divagar nesses assuntos e se não se toma as rédeas, perde-se. Podemos, pela primeira vez, escalar para o comando técnico uma mulher. Contudo e infelizmente, pelo andar da carruagem, será alguém carregado pelo atual Mandatário-Mor. Não uma pessoa que enfrentou barreiras e se destacou, mas um poste, alguém que está captando votos por ser apoiada por outrem. É algo há muito debatido no cenário político, o poder que o Governante brasileiro tem de levar outrem ao cargo máximo. Isso mesmo após tantas denúncias de corrupção em seu governo e ter perdido 8 (oito) Ministros seus. Podemos, agora, enxergar isso limpidamente. Não podemos dizer que conhecemos a Srª. Dilma, a não ser pelo seu histórico de ex-guerrilheira. Não tem nenhuma experiência como gestora. Entretanto, acumula a perda do braço direito na Casa Civil, sua sucessora. Esse texto não tem nenhuma intenção em diminuir o potencial das mulheres. Muito pelo contrário, essa força já é mais do que conhecida. É só repararmos no papel que desempenham na sociedade atual, como mãe, excelentes profissionais e estudantes. Ou seja, qualquer assertiva diferente dessa, seria pura visão machista ou invejosa. As mulheres estão aí: fortes, guerreiras, batalhadoras, sem perder qualquer sinal de sensibilidade, de administração. Tudo conseguido em anos e anos de reclusão. As mudanças atuais são pelas suas próprias virtudes, do que qualquer outra coisa. Nesse ato, o maior cargo do país a qualquer tempo seria ocupado por elas. Todavia, tudo seria imposto pela coragem nata pertencente as mulheres, que transpassam qualquer barreira. Não seria algo dado, exigido, por um homem. A presidenciável candidata do nosso Presidente já faz propaganda eleitoral há algum tempo, muito antes da data permitida por lei, visitando toda e qualquer inauguração. Era um dos ou o único candidato certo para concorrer a cadeira de Governante da República. Nosso Luís Inácio sempre a levava em qualquer evento, fazendo de tudo para transformá-lo em comício. Há de se torcer para que essa primeira experiência de um país, que acaba de sair de uma ditadura, seja bem aventurada, não apagando o legado deixado aqui pelas mulheres. * LOUREMBERGUE ALVES JÚNIOR, advogado e Diretor Jurídico da Federação Matogrossense de Capoeira e aprendiz de poeta [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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