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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ARTIGO
Sábado, 15 de Março de 2014, 13h:42

CESAR VANUCCI

Torcida contrária

Como é que é mesmo? O PIB brasileiro cresceu 2.3 por cento em 2013, índice inferior apenas aos resultados de dois entre 14 países da lista dos detentores de economias pujantes, a China (7.7%) e a Coreia do Sul (2.8%)? Nosso índice de expansão econômica no exercício passado foi, então, superior aos da Grã-Bretanha, Estados Unidos e África do Sul, todos com 1.9%, Japão (1.6%), Alemanha (0.4%), França (0.3%), México (1.17%), Itália e Espanha (com registros de retração acima de 1%)? Uai! Mas nada disso constava, até indo outro dia, dos vaticínios de doutos analistas econômicos com presença realçante nos espaços midiáticos. O que eles anunciavam, estardalhantemente, a ponto de semear desassossego, com inequívoco intuito crítico, de modo politicamente tendencioso, era que a situação estava mal, muito mal. O caos se aproximava a galope. O mundo inteiro mostrava-se confuso com os “indicadores declinantes”, da “fragilizada” economia brasileira. Nada parecia suficiente o bastante para desfazer as profecias catastróficas. Nem mesmo os expressivos números e dados das políticas sociais de moradia, de inclusão educacional, de ocupação da mão de obra, de ampliação da assistência médica, ao lado dos investimentos de grande porte em obras de infraestrutura, contrapondo-se flagrantemente a tão agourentas previsões. Falar mal do Brasil, negar categoricamente suas virtualidades e potencialidades, apontar nossa permanente e total “incapacidade” para executar projetos de magnitude parece constituir exercício rotineiro em certos redutos despojados de sentimento nacional. Dessa prática desagregadora não se furtam, deleitando-se com as besteiras assacadas, numerosos sabichões que se dizem especialistas em avaliações da conjuntura política e econômica. Esse pessoal de mal com a vida finge desconhecer que o Brasil continua despertando o mesmo grau de interesse por parte dos investidores desde muitos anos pra cá. Em 2013, o assim denominado Investimento Estrangeiro Direto (IED) foi de 63 bilhões de dólares. Já tinha sido em 2012 de 65 bilhões de dólares. O ex-ministro Fernando Pimentel chama a atenção para dados extremamente positivos. De um ano para outro a demanda em recursos de investimentos por setores de máquinas e equipamentos foi de 10.2 por cento. Ano passado, o BNDES liberou, via Programa de Sustentação dos Investimentos, a soma de 82.1 bilhões para aquisição e exportação de máquinas e projetos de inovação, com juros anuais de 3.5 por cento e prazo para pagamento em até 12 anos. Enquanto isso, a arrecadação federal bateu novo recorde histórico agora em janeiro. Paralelamente a isso, uma banca de consultores econômicos internacionais reconhecia ser o real a moeda mais valorizada da América Latina ante o dólar. Mais: no começo deste ano de 2014, a abertura de empresas acusava recorde na história empresarial brasileira, segundo registros do Indicador Serasa Experian. Resumo da ópera: o que boa parte dos analistas econômicos propala, em sua obsedante verrina pessimista, está emestridente dissonância com a realidade. * CESAR VANUCCI é jornalista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16961




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