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ARTIGO
Sexta-feira, 27 de Julho de 2012, 20h:53

TÂNIA NARA MELO

Tempo de eleição

Estamos de novo em ano de eleições, desta vez para escolher nossos representantes na Câmara Municipal e também o novo mandatário do paço municipal. Apesar de muitos candidatos já estarem em plena campanha, eles só vão mesmo colocar suas propostas aos eleitores de forma mais direta a partir do próximo mês, quando começa a veiculação dos programas eleitorais nas emissoras de rádio e televisão. É isso mesmo, a partir do dia 21 de agosto, uma terça-feira, começa o famoso “horário eleitoral” no rádio e na tevê. Muita gente, com certeza, vai desligar os aparelhos nesse horário, ou mudar para os canais da TV por assinatura. Até porque há quem fuja dele tal qual o diabo foge da cruz. Mas não é para menos, pois se formos ter como base os programas apresentados nas últimas eleições, fica mesmo muito difícil manter a atenção no “horário eleitoral”. É um verdadeiro festival de promessas, com candidatos dizendo que vão lutar por mais emprego, mais educação, mais saúde, mais segurança, mais isso e mais aquilo. E tudo isso sempre fica no mais..., ou melhor, não vai além da promessa. A falta de seriedade de alguns candidatos – que prometem, prometem e nunca cumprem seus compromissos com os eleitores – é certamente um dos principais motivos da falta de interesse do eleitor. Embora muito do que é dito no horário eleitoral seja de fato apenas “conversa fiada”, o programa eleitoral gratuito pode ser um bom aliado do eleitor na sua escolha final, principalmente quando se trata de cargos majoritários como o de prefeito – não subestimando os demais, é claro – que têm mais tempo para expor suas propostas. Antes de mais nada, o eleitor precisa se conscientizar da importância de sua escolha, de como seu voto vai contribuir para mudanças na sua cidade. E mais, que só ele pode fazer com que os chamados ‘candidatos promessa’ saiam do cenário político. Só ele tem essa força. Pena que ainda não saiba usá-la de forma adequada. E é por isso que é necessário conhecer os candidatos, suas propostas, suas realizações e seu passado político, para que se possa votar com responsabilidade. O programa eleitoral pode ser um bom começo para o eleitor fazer a sua escolha. É como uma vitrine onde observamos, comparamos e buscamos sempre o melhor. Só que nesse caso, o resultado de nossa escolha tem um alcance muito, muito maior. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário tâ[email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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