Temos acompanhado matérias sobre as eleições no nosso País. O tema eleições eletrônicas vem trazendo duvidas sobre as possibilidades de manipulações nos resultados. Em 2014 teremos eleições para presidente da Republica e o nosso senador, com a sua experiência, poderia propor garantias de que a eleição será honesta, tanto na contagem dos votos como em outras providencias, como publicação de pesquisas fajutas, que já garantiram eleição de candidatos que não tinham aquele número de votos anunciados pelas pesquisas. Temos conhecimento de que determinado partido já tem nos seus quadros empresa de pesquisa e que publica resultados que interessam, procurando com isso ludibriar os eleitores. Seria desestimulante votar sabendo que o seu candidato, mesmo tendo maior numero de votos, não será eleito porque a eleição foi manipulada. A população brasileira, mais uma vez, agradeceria ao nosso senador, que já mostrou competência no exercício do cargo e ganhou respeito nacional. ACIR CARLOS OCHOVE, Cuiabá/MT
[email protected] *** Parabéns ao Ilmo dr. Pedro Taques. Sinto orgulho de ver sua atuação como senador. Sua excelência é o nome certo para governar nosso Mato Grosso. ANTONIO JULIO MACIEL, aposentado, Cáceres/MT
[email protected] Relatora vota por perda de função; revisor pede vistas Quero fazer um comentário, mas os palavrões que tenho em mente, seguramente, não seriam publicados. A conduta desses senhores, perdão, indivíduos, é consequência de traumas de infância: revolta contra suas mães que nunca souberam responder quem eram seus país. JOÃO GALDINO DE MEDEIROS, economista, Cuiabá/MT
[email protected] Nilson Leitão se reelege presidente do PSDB e faz críticas Parabéns, Leitão, pela coragem de se dispor em um campo minado de cobras. OSVALDO PIMENTEL, contador, Jaraguá do Sul/SC Prendam os bebês A violência no Brasil está em um patamar inaceitável. Segundo dados da UNODC, a taxa de homicídios intencionais no Brasil está em 21 por cem mil habitantes, próximo da de países como o Sudão (24,2), e muito, mas muito longe de países com características mais semelhantes a ele, como a Rússia (10) e a Argentina (3,4). É preciso fazer algo contra essa mortandade, essa guerra civil em fogo brando a que nos acostumamos, infelizmente, a chamar de sociedade. Quando ouço as opiniões e análises de políticos e mesmo de cidadãos sobre o assunto, vejo que ainda vai piorar muito antes que - eventualmente - melhore. Enquanto isso, pensemos um pouco no resto do mundo. Na África do Sul, o índice de homicídio intencional é de 31,8 por cem mil habitantes e a maioridade penal ocorre desde os 7 anos. No Reino Unido, a maioridade penal ocorre quando as crianças estão entre 8 e 10 anos, dependendo do país, e a taxa de homicídios intencionais é de 1,2 por cem mil habitantes. O que significa isso? Que a idade a que se aplica a pena não interfere no índice de violência grave. Outros fatores devem interferir, portanto. Então o debate, penso eu, não está sendo sobre a resolução do seríssimo problema da violência, mas sim sobre o que fazer com menores criminosos graves, que escandalizam a opinião públicas com seus tenebrosos crimes. E a questão maior da violência vai ficando para trás, enquanto todos nos acostumamos a morar em meio a uma guerra civil em fogo baixo. E a única opinião sensata que eu ouvi foi a do líder do Afro Reggae, que disse que as causas da criminalidade entre jovens é a falta de estrutura familiar e de oportunidades em educação. Sim, porque muita gente fala que só a educação é suficiente. Mas não é. Os dados mostram que há países com índices até significativos de avanço na escolarização, nos quais, entretanto, a violência persiste. O Brasil é o maior exemplo! Senão, vejamos. Como eu disse, nós temos um índice de homicídio intencional de 21 pessoas por cem mil habitantes. Nosso índice de educação medido pela Unesco é de 0,881. O Peru tem o mesmo índice de educação, mas tem uma taxa de homicídios de 10 por cem mil, ou seja, menos da metade. Portanto, a perspectiva comparada nos diz que a causa não é apenas a escolarização. No caso do Peru, a outra causa é a igualdade social. Medida pelo Coeficiente de Gini, a igualdade de rendimentos no Peru é sensivelmente melhor do que a no Brasil, 0,46 e 0,51.9 respectivamente (quanto mais perto de zero, mais igualitários são os rendimentos no país). Essa maior igualdade deve refletir na maior propensão a crimes violentos. Outro exemplo bom para essa comparação é a Colômbia. Com um índice de educação muito semelhante ao brasileiro (0,881), tem uma taxa de homicídios intencional bem maior (33 por cem mil habitantes). O que pode explicar isso? A estrutura parental talvez, pois a Colômbia é um dos países mais familiarmente desestruturados da América Latina, como se pode ver no World Family Map publicado este ano. Brasil, Peru e Colômbia possuem a maioridade penal aos 18 anos. Como eu já disse, isso não faz diferença decisiva nos índices de criminalidade violenta. E aqui vem a polêmica: pesquisas mostram que a delinquência juvenil está também associada com a desestrutura familiar. Tanto no hemisfério sul quanto no norte, sabe-se que a maioria dos menores infratores é oriunda de famílias monoparentais, nas quais o chefe único da família tem dificuldades e mesmo impossibilidade de auxiliar seus filhos até a sua maioridade. E estes dados são mais claros em países desenvolvidos. Em uma cidade do Canadá, por exemplo, segundo uma pesquisa feita por estudiosos brasileiros, apenas 27% dos menores infratores haviam sido criados por ambos os pais, e no Brasil a média gira em torno de 40%. Muito mais do que a monoparentalidade, as condições intelectuais, emocionais e financeiras destes pais também têm muito peso. Mas mesmo estas condições somente influenciam quando são familiarmente estruturadas. De nada adianta aumentar o Produto Interno Bruto (que no Brasil, como se sabe, é um dos mais altos do mundo) sem que este penetre na estruturação destes arranjos familiares. Neste sentido um passo importante foi dado pela PEC das domésticas, por exemplo, pois cerca de 30% das mães de menores infratores exercem esta profissão, que agora conta com os direitos de qualquer trabalhador celetista. O problema social da criminalidade juvenil é uma coisa. A existência de monstros, como os que cometeram os crimes que atiçam a opinião pública para o recrudescimento penal, é outra. O primeiro caso pode ser diminuído muito em um país mais justo com as famílias, um país em que as estruturem e lhes deem condições. O segundo caso é mais fácil, bastando trancafiá-los, afastando-os do convívio social normal. O que não se pode é confundir uma coisa com a outra: e no Brasil tanto a esquerda quanto a direita têm feito exatamente isto. JOELTON NASCIMENTO, funcionário público, Cuiabá/MT
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