ARTIGO
Quarta-feira, 01 de Julho de 2009, 20h:14
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SONIA FIORI
Solidariedade é o tema
Eu poderia escrever sobre tantas coisas neste espaço... sobre a CPI da Pedofilia que avança no Congresso Nacional, sobre questões como a péssima qualidade da educação pública em nosso país ou ainda sobre minha defesa da pena de morte ou prisão perpétua para crimes considerados hediondos mas hoje em especial opto por um tema simples, porém de grande valia para quem mais precisa: a solidariedade. Muitas vezes, um simples auxílio está ao nosso alcance, mas na rotina do dia-a-dia não conseguimos enxergar o quanto poderíamos fazer pelos outros, por gente que precisa de nós. Há poucos dias presenciei um quadro que vale ser lembrado aqui. Uma senhora de 76 anos precisava de uma cadeira de rodas. Sem ter condições de comprar o equipamento, era amparada apenas por uma cadeira de fios seu único meio de se locomover dentro da residência, quando era empurrada de um lado para outro pela irmã seu anjo da guarda. A família passou muito sufoco, já que o marido dela é portador de mal de Alzheimer. A rotina desafiadora chamou a atenção da vizinha Constância, que mesmo com muitos afazeres teve a iniciativa de buscar ajuda apelando para outra vizinha, que vamos chamar de Maria. O interessante é que Maria, como vizinha, sabia da história da senhora, no entanto, diariamente voltada para a rotina de seu árduo trabalho, não percebera o quanto poderia fazer para ajudar aquela família. Assim que foi alertada por Constância, Maria entendeu que poderia repassar o pedido de auxilio, já que conhecia o caminho para conseguir a cadeira de rodas. E assim foi feito. Maria pediu a cadeira de rodas ao ex-deputado e apresentador de TV, Walter Rabello, que já a auxiliara em situação semelhante, num apoio à sua família. Mais uma vez ele atendeu o pedido de ajuda, doando uma cadeira de rodas à senhora necessitada de ajuda na semana passada. Satisfeita com o resultado da corrente de ajuda, Maria pode confirmar o melhor dos resultados: o de verificar a alegria da senhora e de sua família, através de um instrumento que lhe propiciou maior conforto e a liberdade de poder se locomover dentro de sua própria casa. A senhora, numa demonstração de agradecimento, disse à Maria: agradeço a vocês vizinhas e ao Walter Rabello, e que Deus lhes proporcione o melhor, porque o que fizeram não tem preço. É verdade, um ato de amor ao próximo realmente não tem preço. Deixar de olhar para nós mesmos um pouquinho só para prestarmos um pequeno auxílio pode se transformar no mais esperado socorro de muitos. Pense nisso! SÔNIA FIORI é jornalista