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ARTIGO
Sexta-feira, 15 de Julho de 2016, 20h:27

ROSIVALDO SENNA

Sofisticar ou complicar?!

O passar do tempo nos remete, algumas vezes, à forma errônea de se copiar - ou reeditar – coisas do passado, em atitudes ou pensamentos. E a experiência e a compreensão nem sempre nos levam a uma decisão sábia e equilibrada. De um turbilhão de fatos e acontecimentos os quais ingerimos todo dia, infelizmente extraímos, na maioria das vezes, o que há de pior. Ou seja: nada serviu para que os erros fossem corrigidos. Deveras! Temos que repensar, também, outro “monstro” que só reforça este círculo vicioso: o hábito. Principalmente o mau hábito. Segundo o escritor norte-americano Orison Swett Marden (1850 - 1924), “O início de um hábito é como um fio invisível, mas cada vez que o repetimos o ato reforça o fio, acrescenta-lhe outro filamento, até que se torna um enorme cabo e nos prende de forma irremediável, no pensamento e ação”. Seja na política, na família ou mesmo na atualíssima e badalada rede social (internet). Outro ingrediente nisso tudo é a confiabilidade. Na história mundial tivemos figuras ilustres que abalaram as estruturas da humanidade, causando dor, morte, humilhação e miséria, com massacres de multidões, como nos campos de concentração nazistas. O que aprendemos com isso? Guardadas as devidas proporções, o que há de diferente entre hoje e o passado? Quem é pior, Hitler ou Bashar Al Assad? Ou a Rússia com sua proteção ao regime sírio e a importância do resto do mundo em pôr fim nisso? Será que as informações que nos chegam não fidedignas de crédito e imparciais? Outro tema, aparentemente banal, principalmente em comparação com o que acontece em outros segmentos da sociedade, como a política, por exemplo, mas que está incluído no contexto, é a “estrangeirização” dos nomes. Antigamente, e são raras exceções hoje em dia, os nomes dos filhos eram compostos ou derivados dos nomes dos pais. Alguns muito engraçados como o de um maranhense, cujos pais, agricultores, eram dona Hilda e seo Benedito. A junção não ficou nada boa para o jovem: Beneildo. Ruim, não? Tudo bem, uma mudança. Só que de péssimo gosto! Não queremos de forma alguma interferir no livre-arbítrio, até porque não temos este direito, ou no sagrado direito dos demais em colocar nomes nos seus filhos. Nada disso! E não passaria despercebida não fosse à presença constante desses “estrangeiros” nas páginas policiais. Seria muito bom, se não fosse a péssima coincidência. A mescla de assuntos, até de certa forma contraditória, é de propósito. Afinal de contas, cadê a coerência? Na busca pelo ideal, eles [temas] se confundem, e se complicam! ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá [email protected]

Edição EDIÇÃO 16967




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