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ARTIGO
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2013, 21h:17

LORENZO FALCÃO

Sobre o Oscar

O grande vencedor da noite foi “As aventuras de PI”, que ficou com cinco das 11 indicações que tinha. “Os miseráveis” tinha oito indicações e se contentou com três. “Django Livre”, “Lincoln” e “Argo”, cada um ficou com dois prêmios. Na entrega da última estatueta, de melhor filme, Jack Nicolson chamou direto e ao vivo da Casa Branca, a primeira dama, Michelle Obama, que participou da cerimônia. Oscar é sempre assim, desde quando acompanho. As piadas do apresentador, os números musicais e a destinação dos prêmios têm em algo em comum. Nunca agradam todo mundo. Apesar de que a burrice das unanimidades nunca falta na cerimônia da estatueta. Neste ano, apresentador novo, que não foi aquela coisa toda, mas também não decepcionou: Seth McFarlane. Um palco bonito a evocar efeitos e luzes interessantes. Foi algo sóbrio, por assim dizer. É curioso ver tanta celebridade num mesmo lugar. Só o Oscar mesmo. Jack Nicolson de óculos escuros; Tarantino com sua gravata ‘entortada’; Emannuelle Riva, que completava 86 anos na data, sentadinha. E é chato ver as respostas vazias, nas entrevistas realizadas antes da cerimônia, o tal do tapete vermelho. “Eu gostei da maioria dos filmes e achei que a performance de todos foi incrível”, disse Sandra Bullock. Quaquaqua... O que tem de vestidos com a cauda se arrastando pelo chão é brincadeira. E mais grifes e decotes dos mais variados. A menininha de Indomável Sonhadora, Quvenzhané Wallis (a mais jovem atriz de todos os tempos – 9 anos, a receber uma indicação), circulando com desenvoltura no meio daquele povo famoso. Pelo twitter, da TNT, as mais bem vestidas: Jessica Chastain (A Hora Mais Escura), Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida) e Reese Witherspoon, que não foi indicada, mas participou da cerimônia. Uma das informações mais curiosas e controversa é sobre “As aventuras de Pi”, o mais premiado da noite. Levou o Oscar de Efeitos, porém, a empresa responsável por esse trabalho no filme, faliu logo em seguida. O elenco de os miseráveis se apresenta, interpretando uma das canções do filme. Até o gladiador, Russel Crowe estava convincente e a plateia aplaude em pé. Talvez o momento mais emocionante da noite. A cantora Adele também esteve ótima interpretando uma das canções de Skyfall. No início da cerimônia também merece registro a performance de McFarlane, o apresentador, um multiartista do audiovisual. Ele é cantor, ator, roteirista, pianista, animador etc. Dançou e cantou, acompanhado por outros atores também bons dançarinos e cantores, mostrando que o show business está mesmo no sangue dos americanos. Até umas sapateadas rolaram. Não é dizer que o Oscar foi previsível, mas apenas registrar que uma das coisas mais inusitadas que aconteceu foi um rápido tombo de Jeniffer Lawrence, quando se dirigia ao palco para receber a estatueta de melhor atriz. E vou ficando por aqui, porque, confesso, estou bastante ressaqueado com a tal cerimônia. Não vou dizer que me arrependi de ter assistido de ponta a ponta. É porque o Oscar é legal, embora assistir a cerimônia inteirinha é chato e cansativo. LORENZO FALCÃO é editor do Ilustrado do Diário e do site turannusmelancholicus.com.br e escreve neste espaço às terças-feiras

Edição EDIÇÃO 16961




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