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ARTIGO
Terça-feira, 18 de Maio de 2010, 20h:50

TÂNIA NARA MELO

Sinal de alerta

Levantamentos divulgados pela ONU - Organizações das Nações Unidas, tem revelado que o consumo de drogas no Brasil, principalmente de cocaína, vem aumentando significativamente nos últimos anos. Em Mato Grosso os dados não são diferentes, basta ver que o número de apreensões de maconha tem aumentado significativamente, fato não muito diferente no que diz respeito à cocaína. São revelações surpreendentes e preocupantes, que fazem acender o sinal de alerta sobre o perigo a que estão expostos nossos jovens e crianças, já que o traficante não escolhe idade, sexo, raça nem classe social. O que mais preocupa de fato é saber que a cada dia que passa os jovens estão entrando no mundo das drogas mais cedo. O número de adolescentes, na faixa etária dos 13 aos 15 anos, que faz uso de drogas cresce a passos largos. O fato, é verdade, não chega a ser nenhuma novidade, mas vem sendo motivo de preocupação da grande maioria das famílias brasileiras e de todos os envolvidos com a segurança de nossos jovens e crianças. O álcool e a maconha são sempre a porta de entrada para os jovens e adolescentes que ingressam no mundo das drogas. Muitos começam a beber em casa, apenas “socialmente”, e depois perdem o controle da situação. O uso da maconha, crack e cocaína quase sempre é gerado pela curiosidade e pela pressão do grupo de amigos. A maioria começa a usar apenas “por curtição” e para se sentir integrado ao seu meio social, acreditando que pode parar quando achar conveniente, sem saber ao certo os riscos da dependência, e acaba virando fantoche nas mãos de traficantes. Mas o que mais assusta nessa questão das drogas, e que tem sido confirmado pelos últimos levantamentos da ONU, é a velocidade com que elas vêm se multiplicando pelo país afora. A cada ano o número de apreensões é maior, e não apenas de maconha e cocaína. Quase na mesma proporção surgem novas substâncias entorpecentes no mercado, com maior poder de dependência e de fácil acesso aos usuários. Algumas, como o ecstasy, até parecem inofensivas, mas podem levar à morte. Até mesmo o LSD, de alto poder alucinógeno, sumido do mercado há alguns anos, está de volta e assusta. Conhecido entre os usuários como ‘doce’, ele pode provocar danos irreversíveis no cérebro. É a chamada viagem sem volta. O debate sobre essa questão e a conscientização dos jovens e das famílias sobre o perigo que elas representam às suas vidas, são mais do que necessários, pois a crescimento da violência nas grandes cidades é apenas uma de suas conseqüências mais evidentes. Dados recentes mostram que a maioria das mortes violentas ocorre entre jovens na faixa de 15 a 25 anos e está associada direta ou indiretamente ao tráfico ou uso de drogas. É necessário que a sociedade e as autoridades encarem esse problema de frente, sem falsos pudores, para que se possa mostrar a estes jovens que curtir a vida de cara limpa é muito, muito melhor. TÂNIA NARA MELO é editora de Opinião do Diário

Edição EDIÇÃO 16961




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